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Em Portugal, ainda há caminho a percorrer

No nosso país, ainda imperam edifícios antigos com baixa qualidade térmica. A necessidade de os dotar com sistemas técnicos mais sustentáveis é premente, em prol do conforto térmico e da saúde dos portugueses.

02 Junho 2022 10:54

Apesar de Portugal ter um clima bastante ameno, é um dos países com maior taxa de mortalidade da União Europeia devido à pobreza energética. De acordo com o engenheiro técnico António João Ribeiro de Sousa, vice-presidente do Conselho da Profissão e presidente do Colégio de Engenharia Mecânica da OET (Ordem dos Engenheiros Técnicos), continuamos com muitos edifícios com baixa qualidade térmica, “uma vez que a implementação de medidas estruturais, como a aplicação de isolamentos ou alteração de caixilharias e vãos envidraçados se torna muitas vezes mais complexa e (à partida) mais cara.”

Por outro lado, e como grande parte do nosso tempo é passado em espaços interiores, os edifícios com fraca ventilação originam o aparecimento de fungos e bolores, provocando patologias graves para a saúde humana.

Neste contexto, os sistemas de ar condicionado permitem melhorar as condições de conforto e da qualidade do ar nas habitações, espaços de trabalho ou comerciais e, consequentemente, melhorar a qualidade de vida dos portugueses.

No planeamento de novos edifícios residenciais, comerciais, escolas e escritórios, o engenheiro técnico António João Ribeiro de Sousa confirma que, nos últimos anos, a identificação da necessidade de adotar sistemas técnicos mais sustentáveis é crescente, afirmando que “para a equipa de projeto, a qualidade do ar no interior dos edifícios é um claro potencial desafio, de modo a garantir um ambiente construído mais sustentável. O Sistema de Certificação Energética (SCE) tem vindo a regular estas matérias, garantindo requisitos mínimos para os sistemas técnicos e da qualidade do ar interior para os novos edifícios. A atual revisão do diploma, também repõe novamente a exigência de verificação da qualidade do ar dos edifícios existentes, o que permite garantir uma melhoria das condições de grande parte dos nossos edifícios.”

Se, por um lado, a pandemia aumentou significativamente o tempo passado em casa e agravou o consumo no setor doméstico devido aos sistemas térmicos ineficientes, por outro, reacendeu a consciencialização de uma necessária melhoria da qualidade do ar no interior dos edifícios. Neste contexto, o engenheiro técnico António João Ribeiro de Sousa reitera que “é necessário garantir um maior empenho no setor da reabilitação dos edifícios, bem como a incorporação de sistemas de produção de energia com utilização dos recursos renováveis disponíveis localmente”.

Também sublinha que, além da pandemia e das alterações climáticas, as consequências da guerra na Ucrânia têm tido um forte impacto na escalada dos preços da energia. Dada a forte tendência para a eletrificação do setor dos transportes e dos edifícios, inclusivamente nos sistemas de aquecimento – em detrimento do gasóleo, gasolina ou gás natural – é imperativo assegurar que a produção da energia elétrica garanta uma menor dependência energética relativa aos outros países. Também é fundamental existir uma convergência global na adoção de estratégias mais sustentáveis e transversais a nível internacional.

A mudança em Portugal está em curso. Muito caminho já foi feito, mas há sempre mais a fazer.



Os edifícios com fraca ventilação originam o aparecimento de fungos e bolores, provocando patologias graves.

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