Petróleo corrige de máximos de dois meses
A expectativa de que os recentes ganhos da matéria-prima tenham sido excessivos, tendo em conta a evolução da procura por combustíveis, está a pesar nesta tendência.
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Petróleo corrige de máximos de dois meses
Por Raquel Godinho - Jornal de Negócios

Em Nova Iorque, o West Texas Intermediate (WTI) recua 0,64% para os 93,07 dólares por barril, enquanto, em Londres, o Brent, que serve de referência às importações portuguesas, desvaloriza 0,48% para os 111,46 dólares por barril. O petróleo está, assim, a negociar em queda, após três sessões consecutivas de ganhos, período em que atingiu máximos de dois meses.

O “ouro negro” está hoje a corrigir dos ganhos acumulados nas últimas sessões, numa altura em que os investidores se revelam preocupados com a evolução da procura de combustíveis nos Estados Unidos, o maior consumidor do mundo.

Foi anunciado, ontem, pela American Petroleum Institute (API) que o consumo de crude desceu 4% para os 15,9 milhões de barris, na semana passada, o que representa a maior queda num mês. Hoje será divulgado o relatório sobre as reservas semanais de combustíveis publicado pelo Departamento de Energia norte-americano.

“Provavelmente, precisaremos de ver mais boas notícias, mais melhorias na procura e que as perspectivas para o crescimento económico e o impacto no petróleo aumentem significativamente”, explicou à Bloomberg Ric Spooner, analista de mercado na CMC Markets.

Esta tendência é também favorecida pela evolução cambial, uma vez que o dólar segue a ganhar terreno face ao dólar e a tornar menos atractivo o investimento em matérias-primas denominadas na moeda norte-americana. O euro desce 0,20% para os 1,2374 dólares.

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