Crescimento moderado nos EUA continua a justificar juros em mínimos históricos até 2014
Desemprego em queda e crescimento gradual serão realidades no futuro dos Estados Unidos. Para ajudar a uma recuperação económica mais forte, os membros da Reserva Federal norte-americana continuam a considerar que as taxas de juro em mínimos históricos se justificam até, pelo menos, ao final de 2014.
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Crescimento moderado nos EUA continua a justificar juros em mínimos históricos até 2014
Por Diogo Cavaleiro - Jornal de Negócios

A expansão económica dos Estados Unidos tem sido moderada. O crescimento económico vai continuar a ser moderado nos próximos trimestres. Só depois é que a economia irá crescer com sustento, embora de modo gradual. Por isso, os juros têm de permanecer em mínimos até, pelo menos, ao final de 2014.

A opinião é do Comité de Operações no Mercado Aberto (FOMC, na sigla inglesa), da Reserva Federal, de acordo com o comunicado emitido depois do encontro dos últimos dois dias.

O mercado laboral tem registado uma melhoria das condições, a taxa de desemprego tem caído “embora continue elevada”. A expectativa dos membros do FOMC é que a taxa de desemprego venha a cair ainda mais, de uma forma gradual. A taxa de desemprego desceu, em Março, para 8,2%.

“Apesar de alguns sinais de melhoria, o sector imobiliário continua deprimido”, indica o comunicado emitida pela Reserva Federal, liderada por Ben Bernanke (na foto).

Em termos de inflação, apesar de estar elevada graças à subida dos combustíveis, não tem as expectativas a longo prazo alteradas, na opinião do Comité.

“Para apoiar uma recuperação económica mais forte” e para ajudar manter a inflação nos níveis adequados, a Reserva Federal decidiu manter a taxa de juro de referência no intervalo entre zero e 0,25%, o mínimo histórico.

Para a Fed, as condições económicas continuam a justificar “os níveis excepcionalmente baixos” de taxas de juro até, pelo menos, ao final de 2014. Além desta medida, o Comité irá continuar a proceder o programa, anunciado em Setembro, que tem como objectivo prolongar a maturidade média dos títulos que tem em carteira.

“A altura lógica para subir os juros será em princípio no próximo ano”, disse há semanas Jeffrey Lacker, presidente da Fed de Richmond. Hoje, voltou a votar contra a acção da Fed. É a terceira vez seguida, escreve a Bloomberg. Lacker não considera que as condições económicas justifiquem os níveis excepcionalmente baixos para as taxas de juro até ao final de 2014.

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