Cerca de 4.000 trabalhadores já saíram da Conforlimpa
Mais de metade dos 7.200 trabalhadores saiu da Conforlimpa desde que a empresa avançou com o pedido de insolvência, há dois meses, disse hoje à agência Lusa o administrador de insolvência.
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Cerca de 4.000 trabalhadores já saíram da Conforlimpa
Por Lusa - Jornal de Negócios

"Foram processados 3.216 vencimentos no mês de Março", adiantou José Ribeiro Gonçalves, antes do início da primeira assembleia de credores, que se está a realizar no Tribunal de Comércio de Lisboa, frisando que a maioria dos funcionários foi absorvida por outras empresas do ramo que ficaram com os serviços da Conforlimpa.
 
A 04 de Março - quando avançou com a insolvência - a Conforlimpa (Tejo) mencionava, em comunicado enviado à Lusa, que tinha 7.200 trabalhadores, o que significa uma redução de cerca quatro mil funcionários.
 
A assembleia de credores, com o início previsto para as 09:30, ainda não tinha começado às 12:30.
 
Junto ao Tribunal de Comércio de Lisboa, no Campus da Justiça, estava cerca de meia centena de trabalhadores da Conforlimpa.
 
O pedido de insolvência da Conforlimpa (Tejo), com pedido de recuperação do grupo, foi aceite pelo Tribunal de Comércio de Lisboa a 07 de Março, e o plano de recuperação foi entregue pela empresa ao tribunal a 10 de Abril.
 
Segundo o administrador de insolvência, a assembleia de credores de hoje vai servir para apreciar o plano e, eventualmente, para o tribunal marcar uma nova assembleia, na qual o documento deverá ser votado.
 
José Ribeiro Gonçalves esclareceu que no plano de recuperação não está previsto o despedimento colectivo, mas podem acontecer rescisões de contrato, "à margem do plano, mas no âmbito do processo de insolvência".
 
O também economista esclareceu que os vencimentos de Fevereiro, à semelhança de todas as dívidas que a Conforlimpa (Tejo) tinha até à data da declaração de insolvência, terão de fazer parte do plano de recuperação que hoje vai ser apreciado.
 
Os trabalhadores já realizaram protestos em várias zonas do país, a reivindicarem o pagamento de ordenados e subsídios em atraso.
 
De acordo com o Sindicato dos Trabalhadores de Serviços de Portaria, Vigilância, Limpeza, Domésticas e Actividades Diversas (STAD), há muitos funcionários que ainda não receberam os vencimentos de Dezembro, Janeiro, Fevereiro e Abril, além do subsídio de natal.
 
O presidente do grupo empresarial, Armando Cardoso, e mais dez arguidos, estão acusados pelo Ministério Público dos crimes de associação criminosa e de fraude fiscal qualificada, que terão lesado o Estado em mais de 42 milhões de euros.
 
A Conforlimpa é um dos maiores grupos empresariais na área da limpeza, tendo sede na freguesia de Castanheira do Ribatejo, concelho de Vila Franca de Xira.
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