Sábado – Pense por si

Ninguém aceita a morte. Eu não aceito a do António 

Mas há pessoas que deixam saudades para a eternidade. O António é um deles. E não há maneira de tapar este buraco que agora se abriu. O António vai ficar por aqui, pela minha memória, “até que as pedras se tornem mais leves do que água”.

António Lobo Antunes, marcado pela guerra em África, experiência crucial na sua vida e obra
Diogo Barreto

António Lobo Antunes. Guerra, horror e morte

A experiência que mais marcou a sua vida e escrita foram os três anos que passou na guerra em África. Estava lá quando nasceu a filha mais velha e foi ali que a segunda filha foi concebida. Ali conheceu os melhores dos jovens, mas também o pior da humanidade.

As três coisas que estão longe de acontecer

A invasão de Putin está longe de parar: o presidente da Rússia não quer "só o Donbass". Quer toda a Ucrânia. Faz da agressão sobre Kiev, em capa de expansão neoimperialista, a sobrevivência do seu modo de liderar. Recuar seria admitir o erro. E, no Kremlin, o poder afirma-se de forma vertical. Sem hesitações. A sangue frio, para que eventuais críticos ou opositores não acreditem em alternativas. Não percebermos isso é não percebermos nada.

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