Democracia de bolso
Uma discreta habilidade administrativa tornou impossível saber quem compra influência nos partidos.
Uma discreta habilidade administrativa tornou impossível saber quem compra influência nos partidos.
Marques Mendes, que tem de pagar mais de 100 mil euros do seu bolso para saldar gastos da campanha, foi descansar para Cabo Verde antes de regressar à Abreu. Gouveia e Melo está em casa a refletir. Outros estão a fazer movimentos políticos e muitas contas.
Candidato previa encaixar 1 milhão em apoios públicos mas os votos que recebeu no último domingo ficaram aquém do esperado.
Seguro e Ventura vão disputar a segunda volta das eleições presidenciais, a 8 de fevereiro.
Quanto às receitas, o candidato conta receber 350 mil euros de subvenção estatal, e 125 mil euros de donativos, a que se juntam 25 mil euros em angariação de fundos.
O ministro que falava 30 segundos em inglês e francês, os comentários de Thatcher (que chamava aos portugueses “bárbaros educados”) e outras memórias da adesão.
Seguro gere os dias com donativos. Marques Mendes e Gouveia e Melo pediram empréstimos. Cotrim e Ventura estão a contar com os partidos. Nenhum podia estar a receber donativos, nem a abrir contas, mas já estão a fazê-lo. Não revelam de quem estão a receber dinheiro e onde o gastam. Especialista aponta ilegalidades.
O Mecanismo Nacional Anticorrupção degenerou. E isso é uma excelente notícia.
O ex-juiz Rui Fonseca e Castro anunciou a extinção do antigo PNR por decisão do Tribunal Constitucional. Em causa está a não apresentação de contas oficiais do partido.
Quando deixou o PAN, quatro mil emails de uma conta interna do partido foram apagados. O MP apanhou a deputada por ter acedido à Internet em casa da mãe e na AR. Dos interrogatórios às diligências – onde se estragaram provas com copos de água –, eis os detalhes do processo, consultado pela SÁBADO.
O primeiro-ministro disse ter “três contas à ordem” e que “nenhuma delas apresentava um saldo superior a 50 salários mínimos nacionais”.
Investigador na área da prevenção e combate à corrupção, escreveu um livro para esmiuçar o fenómeno para o grande público e explicar por que é que Portugal está tão mal classificado nos rankings internacionais.
Newsletter de quarta-feira
Empresa do marido da secretária de Estado das Pescas prestou serviços durante três anos. Fez a Festa do Pontal, o Congresso e criou uma app.
Empresa que compra, vende e arrenda imóveis tem sócios e administradores ligados ao partido e detém duas sociedades que são contratadas por câmaras da CDU.
Nas eleições antecipadas concorrem 12 partidos isolados e duas coligações. O PSD sempre governou no arquipélago e venceu com maioria absoluta 11 eleições entre 1976 e 2015.