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Relacionamentos pessoais em ambiente profissional
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Setembro 12, 2010
Onde existem pessoas, existe a possibilidade de nascerem relações sentimentais. O local de trabalho não é excepção. Afinal, é aqui que se passa o maior número de horas do dia. Porém, e porque falamos de ambiente profissional, mais formal ou menos formal, são de evitar excessos no que a manifestações de natureza pessoal respeita.
É preferível optar por manter o relacionamento como um tema “privado”, mesmo que o decida formalizar. Existem organizações bastante liberais, que aceitam com naturalidade estes acontecimentos e que até acreditam que o romance aumenta a produtividade. Outras há que os temem. Principalmente pelos resultados no desempenho, pelo trabalho da equipa e o manter da imparcialidade, especialmente quando a relação acontece entre chefia e subordinado.
Acreditar que não é importante ser-se discreto, ao manter um relacionamento pessoal no local de trabalho é um erro. Pode prejudicar o desenvolvimento da carreira, especialmente a quem for do género de partilhar informação a mais. Um exemplo: “estou doida com o novo consultor de marketing, é tão giro. Vou convidá-lo para almoçar!”. Ditam as regras de boa conduta que não é elegante abordar estes assuntos e, muito menos, revelar informação que pode ser constrangedora.
As manifestações explícitas de afecto devem ser evitadas, mesmo aquelas que aparentemente são inócuas, como é o caso do e-mail. O endereço de e-mail profissional é para isso mesmo, para assuntos de trabalho. Além de que é sempre bom lembrar que os mails que trocamos (mais os anexos) ou as páginas Web a que acedemos durante o horário de expediente ficam registados no servidor...
Depois existem aqueles momentos ilustrativos de quem está apaixonado: mandar entregar um ramo de rosas vermelhas a meio da tarde; deixar chocolates ou presentes – tão simples com uma nota num “post-it” – em cima da mesa e à vista de quem passa... Estas situações podem causar embaraços não só a quem presenteia mas a quem recebe. E mais: estimula a curiosidade alheia, fazem-se “filmes” e, de repente, já “foram felizes para sempre” em dez minutos de conversa.
E se pensa que ninguém vê, ou que ninguém tem coragem de questionar saiba que existem pessoas suficientemente indiscretas para fazer qualquer pergunta! Faça surpresas sim, namore claro, mas fora do seu espaço profissional, mesmo que o interlocutor aí se encontre. É sempre bom separar os dois pólos – o pessoal do profissional.
Por fim, em eventos sociais organizados pela entidade patronal como o Encontro Anual, o Jantar de Natal ou até em Conferências ou Workshops, não descuide nenhum destes aspectos.
Susana de Salazar Casanova
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