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Ventura canta vitória e diz que "não há Governo sem o Chega", mas demite-se da liderança do partido
Num discurso em tom eufórico, André Ventura celebrou o seu resultado nas eleições presidenciais deste domingo e considerou que é claro que "não há Governo sem o Chega". Apesar destas palavras, Ventura vai submeter-se a novo sufrágio dos militantes do Chega por ter falhado os objetivos que anunciou.
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André Ventura classificou de "histórico" o seu resultado nas eleições presidenciais deste domingo, em que ficou em terceiro lugar com pouco menos de 12%.
Num discurso eufórico, Ventura repetiu que foi "uma noite histórica" em que "a direita se reconfigurou e em que um partido anti-sistema obteve cerca de meio milhão de votos". "Esmagámos a extrema-esquerda em Portugal", clamou, frisando que "esta candidatura teve mais votos do que o João Ferreira, do PCP, a Marisa Matias, do Bloco de Esquerda, e o candidato da Iniciativa Liberal todos juntos".
Demissão para "coroação" anunciada
Ventura anunciou que irá "devolver" aos militantes do Chega a decisão se querem que continue a liderar o partido.
Isto porque, disse, "fiquei aquém dos 15% e, segundo o que os números indicam, com algumas décimas de diferença da candidata que representa o pior de Portugal".
Sublinhou ainda que derrotou João Ferreira "em todo o Alentejo". "É uma vergonha para o PCP", atirou.
"Quebrámos o mito das terras de esquerda e das terras comunistas", prosseguiu. "Mesmo nas zonas profundamente comunistas, o Chega mostrou que esse eleitorado é seu e que será seu no processo de transformar Portugal", insistiu.
"Conseguimos demonstrar que só aqui há alternativa em Portugal", exultou.
Estes resultados, considerou, são uma "mensagem para o coração da direita". "Não há segundas vias depois desta noite. Poderemos continuar a ser alvo e vítimas de todos os ataques, mas há uma coisa que ficou clara: não haverá Governo em Portugal sem nós", desafiou.