O Conselho Executivo do FMI esteve reunido na segunda-feira, 6 de Fevereiro, para apresentar as suas conclusões relativamente à avaliação das medidas económicas da Grécia, e a maioria dos seus membros mostrou-se favorável a uma meta de 1,5% do PIB para o excedente orçamental primário [sem os encargos da dívida] do país em 2018, ao passo que alguns defenderam a meta de 3,5% que é almejada pelos credores de Atenas, avançou a Reuters.
Segundo as projecções do FMI, divulgadas na madrugada desta terça-feira, a economia da Grécia deverá crescer anualmente abaixo de 1%, no longo prazo, devido aos condicionalismos do seu programa de resgate, mas deverá conseguir atender à meta de 1,5% para esse excedente orçamental primário.
O FMI não refere, como se esperava, qualquer decisão sobre o seu envolvimento no terceiro pacote de assistência financeira a Atenas. Mas voltou a insistir no alívio da dívida, que considera actualmente insustentável. E, de acordo com um relatório a que a agência AFP teve acesso, o fundo apela à Zona Euro para fazer mais no sentido de aliviar a dívida grega e permitir a participação do FMI no programa.
O organismo liderado por Christine Lagarde (na foto) tinha já frisado que não participaria financeiramente no terceiro resgate – que se estima que ascenda a 86 mil milhões de euros – enquanto não houver uma substancial redução da dívida helénica, de modo a que os compromissos financeiros do país possam atingir um nível sustentável.
A Comissão Europeia e o Banco Central Europeu ainda não chegaram a acordo quanto ao patamar de alívio da dívida que o FMI diz ser necessário.
Entretanto, o ministro alemão das Finanças, Wolfgang Schäuble, já fez saber que se o FMI não participar no resgate, "então o programa [de assistência financeira] termina", recordou esta segunda-feira o porta-voz daquele Ministério, Juerg Weissgerber, numa conferência de imprensa onde foi questionado sobre este assunto.
A Alemanha quer que o FMI participe no resgate à Grécia, para conferir assim a este programa de ajuda uma maior credibilidade, mas opõe-se a conceder o significativo alívio da dívida proposto pelo Fundo Monetário Internacional, como recorda a Reuters.

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