Depois da primeira semana de negociações entre o Reino Unido e a União Europeia quanto à futura relação bilateral entre os dois blocos persistem "sérias divergências", revelou Michel Barnier em conferência de imprensa realizada esta manhã, em Bruxelas.
O responsável pela condução das conversações pelo lado da UE, que fez questão de agradecer à equipa liderada pelo britânico David Frost o trabalho desenvolvido nestes últimos dias, explicou que nesta primeira ronda negocial, a qual terminou esta quinta-feira, as equipas britânica e comunitária salientaram as diferentes posições e confirmaram que continuam a existir "sérias divergências", porém Barnier tentou desdramatizar ao notar que isto mesmo era expectável no início das conversações.
Após notar que as negociações devem decorrer com respeito mútuo e sem colocar em causa compromissos previamente assumidos, Barnier referiu depois as principais divergências, sinalizando desde logo a necessidade de se garantirem condições equitativas - o chamado "level playing field" -, isto numa altura em que o Reino Unido parece colocar em causa alguns dos princípios firmados na declaração política conjunta (que não é vinculativa), desde logo um plano que assegura igualdade nos termos da concorrência bilateral. Michel Barnier aproveitou para questionar o porquê de o Reino Unido, estando tão comprometido em assegurar "pardões elevados" em termos de regras, não aceitar a ideia dum plano de igualdade.
Já questionado sobre se a propagação do coronavírus poderá provocar atrasos nas conversações, Barnier disse que apesar de haver reuniões com cerca de 200 participantes de ambos os lados, a UE dará todos os passos necessários para proteger a saúde dos intervenientes.
Na semana passada, o governo britânico liderado por Boris Johnson aprovou o mandato negocial que enquadra o posicionamento do Reino Unido para a negociação com a UE. Boris Johnson decidiu que se até ao final de junho as partes não tiverem alcançado os avanços necessários por forma a fechar um acordo até setembro, o Reino Unido desistirá das conversações para iniciar a preparação de um "no deal" a 1 de janeiro de 2021, o que implicaria que as trocas entre os dois blocos passassem a ser reguladas pelas regras da Organização Mundial do Comércio (OMS).
(Notícia atualizada)

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