Ajuda Externa CGTP-IN afirma "total repúdio" pelas propostas de Passos Coelho à troika

CGTP-IN afirma "total repúdio" pelas propostas de Passos Coelho à troika

O secretário-geral da CGTP-IN, Arménio Carlos, afirmou em Lisboa o seu "total repúdio" pelas propostas que o primeiro-ministro enviou por carta à 'troika' que sugere, entre outras, a convergência da lei laboral entre público e privado.
CGTP-IN afirma "total repúdio" pelas propostas de Passos Coelho à troika
Negócios 14 de abril de 2013 às 02:38

 

 

Arménio Carlos, que falava no final da 'Marcha Contra o Empobrecimento' junto à Assembleia da República, disse que a CGTP-IN tudo fará "para defender os direitos constitucionais" e assumiu na manifestação "o direito à resistência contra estas medidas".

 

O primeiro-ministro Pedro Passos Coelho sugeriu em carta à 'troika' (Fundo Monetário Internacional, Comissão Europeia e Banco Central Europeu) a criação de uma tabela salarial única e a convergência da lei laboral e dos sistemas de pensões público e privado como opções para compensar a inconstitucionalidade de normas orçamentais.

 

Perante esta posição de Pedro Passos Coelho, o líder da CGTP-IN fez questão de frisar que "os problemas não se resolvem com mais austeridade" e que se deve atacar a "despesa parasitária" como os juros da dívida por conta do resgate a Portugal, as rendas no setor da energia e ainda o BPN, "que já vai em 3,4 mil milhões de euros e poderá atingir os 6,5 mil milhões de euros".

 

Arménio Carlos alertou que "nem sempre os resultados da luta se tornam imediatos" e concluiu que se não houvesse contestação nas ruas, o Tribunal Constitucional não teria a mesma sensibilidade para chumbar algumas normas do Orçamento do Estado para 2013.

 

"Valorizamos a decisão do Tribunal Constitucional apesar de não ter considerado algumas das normas que achamos inconstitucionais", disse o sindicalista, adiantando que "não é a Constituição da República que está desfasada da realidade, é o Governo e este primeiro-ministro"

 

A CGPT-IN reuniu este Sábado alguns milhares de manifestantes em Lisboa, dia em que terminou a 'Marcha Contra o Empobrecimento', um protesto contra as políticas de austeridade do Governo.

 

Entre as palavras de ordem dos manifestantes estavam "desemprego em Portugal é vergonha nacional", "trabalho sim, desemprego não", "é só cortar e roubar quem vive a trabalhar", "é preciso, é urgente correr com esta gente".

 




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