Nem todas as
empresas crescem da mesma forma. Algumas limitam-se a acompanhar o mercado.
Outras acabam por redefini-lo. A Casa do Marquês posiciona-se claramente neste
segundo grupo. Fundada com o ADN familiar que ainda hoje lhe confere a sua identidade
no mercado da organização de eventos, evoluiu para uma estrutura que o seu CEO,
Miguel Seijo y Seijo, compara sem hesitação à de uma multinacional, seja no
rigor, nos processos ou na exigência. A diferença? "Não há doutores nem
engenheiros. Eu sou o Miguel e todos os funcionários são tratados pelo nome",
resume, com a naturalidade de quem nunca cultivou hierarquias internas para alcançar
resultados extraordinários.
A mais recente
prova desse crescimento tem morada na Marina de Cascais. O Open Day da Casa do Marquês do novo espaço Cascais Marina Lounge, que reuniu inúmeros convidados, ocupa
cerca de 1.390 m² de interior e um terraço de 200 m² com vista direta para a
baía de Cascais. "É um espaço que permite trabalhar num cenário
absolutamente único e ao mesmo tempo com a escala e a flexibilidade necessárias
para realizar eventos muito diferentes", destaca Miguel Seijo y Seijo. O
novo espaço tem capacidade para 1.100 pessoas em banquete, 1.300 em cocktail.
Números que o CEO prefere traduzir numa imagem: "É uma tela em branco por
dentro. Por fora, é uma tela lindíssima com a baía de Cascais e toda a extensão
de mar até ao Cabo Espichel."
Para
compreender o presente, ajuda conhecer o percurso desta empresa nacional. A
Casa do Marquês foi palco de alguns dos momentos mais marcantes da história
contemporânea portuguesa e não só. A Expo 98, o Masters 2000, as Cimeiras da
NATO, a Cimeira Europa-África e o Tratado de Lisboa figuram no currículo da
empresa. "São todos momentos históricos, mundiais", diz Miguel Seijo
y Seijo, reconhecendo que cada um desses eventos foi também uma alavanca de
crescimento interno. O Masters 2000 impulsionou a capacidade de produção. A
chegada ao Estádio de Alvalade, casa do Sporting, clube que moldou a cultura de
equipa que o CEO herdou do pai, desportista de alta competição, marcou uma nova
etapa. E em 2010, a sede no Prior Velho, junto ao aeroporto, com 6.000 m² e uma
cozinha industrial de 1.400 m², consolidou a escala da empresa que hoje realiza
entre 1.000 e 1.500 eventos por ano e registou, em 2025, um crescimento de 17%.
A Casa do
Marquês gere atualmente seis venues em exclusividade, nomeadamente a
Estufa Fria, a Casa do Lago, o Casino Estoril, o Arriba Guincho, o Páteo
Alfacinha e o Palácio Conde d'Óbidos, a que se junta agora o Cascais Marina Lounge.
Da comida indiana
à loiça made in Portugal
Para 2026, a
novidade mais disruptiva tem sotaque indiano. A crescente procura de casamentos
da comunidade indiana, celebrações que podem durar até sete dias e exigem
menus, decoração e logística radicalmente diferentes, levou a Casa do Marquês a
integrar o catering indiano. No Open Day, foi possível provar algumas
das propostas que integram este novo universo gastronómico, que coexistem com
os menus do chef executivo Humberto Santos e com a oferta do Epur. O
restaurante lisboeta, distinguido com uma estrela Michelin, renovada em
fevereiro, e liderado pelo chef Vincent Farges, integra o universo da
Casa do Marquês há cerca de dois anos. Levar esta experiência para fora do
restaurante exige um nível elevado de consistência, que, segundo Seijo y Seijo,
a equipa consegue “traduzir num evento".
Outra das
surpresas que a Casa do Marquês tem para breve é uma linha própria de loiça,
produzida em Portugal. Uma decisão que reflete bem a filosofia da empresa,
controlar cada detalhe da experiência que entrega aos clientes, do primeiro
contacto ao último prato servido. "Fazemos tudo, de A a Z", confirma
o CEO
Compromisso
como filosofia de negócio
Falar com
Miguel Seijo y Seijo é perceber rapidamente que há uma palavra que estrutura
tudo o que acontece na empresa: compromisso. "A nossa palavra é tão forte
que falhar um compromisso é impensável para nós, não existe", afirma o
responsável. A mesma lógica aplica-se à pontualidade. Enquanto em Portugal há
muitos eventos que começam com atrasos, a Casa do Marquês orgulha-se de cada
vez mais frequentemente, antecipar. Porque quando o convidado chega antes da
hora marcada, alguém tem de estar lá para o receber.