Cardeais querem discutir abusos
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Cardeais querem discutir abusos
Os mais recentes escândalos na Igreja Católica estão no centro das atenções dos cardeais que, desde ontem, se reúnem duas vezes por dia no Vaticano, nas chamadas congregações, ou seja, encontros preparatórios do próximo Conclave.
Os casos de pedofilia, abusos sexuais, assédio homossexual, traições, jogos de poder ou desvio de documentos secretos que, nos últimos anos, têm abalado as instituições eclesiásticas estão no centro das conversações.

O pontificado de oito anos de Bento XVI foi frequentemente dominado pelas intrigas do Vaticano e pelos escândalos de pedofilia na Europa e América do Norte, ocultados durante décadas por responsáveis da Igreja. Trata-se de algo que os cardeais pretendem enfrentar, no sentido de fazerem do próximo Conclave um efectivo virar de página na Igreja Católica.

Apesar de alguma resistência por parte da Cúria, que pretendia adiar a discussão de casos como o ‘Vatileaks' para o início do próximo pontificado, alguns cardeais, considerados desalinhados, exigiram saber, antes do início do Conclave, tudo o que se passa no Vaticano.

"Se queremos tomar uma boa decisão, teremos de ter alguma informação", disse ontem o cardeal sul-africano Wilfrid Napier. Já o cardeal francês Philippe Barbarin considerou que os cardeais "têm o direito de saber o que se passa dentro do Vaticano". Idêntica opinião à do arcebispo de Paris, Andre Vingt-Trois: "Levaremos o tempo necessário para determinar o tipo de papa de que precisamos", disse, dando sua opinião sobre o papa de que a Igreja precisa: "Gostaria de ter um poliglota, um homem de fé, um homem de diálogo." Finalmente, o cardeal Vingt-Trois considerou que "o papa terá de se confrontar com os problemas existentes na Cúria".
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