Primeira Pessoa
Sílvia Alberto
04-08-2011
Por Joana Tadeu, fotos de Alexandre Azevedo e imagem de Bruno Vaz
Chegou atrasada e antes da entrevista partiu o retrovisor do carro. Confessa que é um perigo ao volante. Apareceu com chinelos de praia e sem maquilhagem.
“O único retoque que dei foi a conduzir para aqui. Faço muita coisa ao mesmo tempo...”, conta Sílvia Alberto à SÁBADO. Tem muitas histórias “hilariantes” - e outras “assustadoras” - relacionadas com a sua condução.
“O meu primeiro carro foi-me vendido sem travões. Tive um acidente muito grave com ele e no dia seguinte, quando fui ao stand reclamar, estava fechado! É triste, não é?”
Contou como foi crescer desde o Club Disney até ao MasterChef. Lembra-se de tudo, até porque a mãe tem um livro de recortes com todas as entrevistas e fotografias de Sílvia alguma vez publicadas.
Antes da televisão queria ser escritora ou advogada. “Seria entediante, não tinha nada a ver comigo.” Ou talvez actriz. “Mas a falta de talento foi um problema grave”.
Estudou Artes no Secundário e formou-se em Dramaturgia. “Eu acredito que há uma coerência qualquer neste precurso”. A amiga fotógrafa, Tatiana Macedo, convenceu-a a fazer uns castings para ser manequim.
Daí deu o salto para a televisão.
“Fui muito feliz”, disse Sílvia enquanto relembrava a infância. “Ainda se fazia campismo selvagem: perigoso mas saboroso!” Agora colecciona conchas e bóias de pescadores e tem vontade de investir mais no mergulho. “Fui a 30 metros uma vez e vi imensos peixes a nadar na corrente. Parecia que estava a ver televisão”, descreve Sílvia.
No iPod tem Grizzly Bear, Bon Iver “e aquelas bandas que toda a gente tem, tipo Arcade Fire e Arctic Monkeys”. É fã “daquela última dos Clã...Os embeiçados!” e adora... “Ah! A banda mais bonita da cidade...”
E o tema ‘Sílvia Alberto’ dos Azeitonas? “Não vamos falar sobre isso que eles já foram muito massacrados por mim.” Porquê? “É que a letra não era muito espirituosa e eu sou recatada. Não sou a pessoa certa para esse tipo de declarações tão públicas.”