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Entrevista

"Costumo dizer que não sou o meu tipo de homem"

15-09-2014

Começou a representar com apenas 12 anos e sempre quis ser actor. Não se incomoda com o rótulo de galã. Diz que teve sorte na carreira, é uma das estrelas das novelas da Globo e está agora em Portugal para representar a peça Tribos, onde contracena com o seu filho Bruno Fagundes

Por Luís Silvestre

Do terraço do hotel onde está instalado, em Lisboa, António Fagundes olha para o céu e agradece o bom tempo. Falta mais de uma semana para a estreia da peça Tribos, no Teatro Tivoli, em Lisboa, a 10 de Setembro, e o actor brasileiro ainda pensa ir passear ao Algarve. “Trezentos quilómetros não são nada no Brasil”, diz a sorrir. A entrevista estava marcada para a 9h, mas 15 minutos antes Fagundes já estava pronto para começar. Conta que até já foi processado por causa do rigor com a pontualidade, depois de fechar a porta a espectadores que chegaram atrasados aos seus espectáculos.

Como foi a sua estreia no teatro, no Colégio Rio Branco, em S. Paulo, onde fez a peça 'A Ceia dos Cardeais'?
Comecei a minha carreira com um autor português, essa peça é de Júlio Dantas. Tinha 12 anos. Um dos meus professores de português era revolucionário nos métodos de ensino. Sugeriu que a classe escolhesse três alunos para fazer 'A Ceia dos Cardeais'. Eu fui um deles. Acho que isso despertou o meu talento, porque o outro cardeal tornou-se neurologista e o terceiro economista. O único que seguiu teatro fui eu. A peça fez muito sucesso.

Fizeram uma digressão, não foi?
Sim, representamos em outras salas e nas paróquias. A coisa foi crescendo a ponto de montarmos um grupo amador na escola. Mas estávamos já a entrar na ditadura no Brasil e acabámos por ser proibidos, quando decidimos montar uma peça de [Bertold] Brecht.

Era uma aposta arriscada...
Sim, era um autor que incomodava a ditadura. Quase fui expulso do colégio por causa do teatro. Mas continuei a representar, era isso que queria fazer. Acabei por me profissionalizar muito mocinho, com 16 ou 17 anos.

Havia tradição artística na sua família?
Nenhuma.

Carregue na foto seguinte para ler a entrevista completa a António Fagundes.

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