Entrevista de vida
Manuel João Vieira
03-11-2010
Por Luís Silvestre
São 10h e Manuel João Vieira chega à sua casa e ateliê, em Campo de Ourique, Lisboa. Fica no 2.º andar de um prédio com 100 anos, agora restaurado.
No corredor, no chão e pelas paredes, estão espalhadas várias telas e pinturas. Na sala há uma mesa com papéis, fotos antigas e um velho piano à espera de afinação. Noutra sala há um cavalete com a bandeira portuguesa e um barrete frígio (usado nos bustos da República), na estante, uma velha máquina fotográfica, paletas, tintas, pincéis e um rádio antigo dos anos 60. Está sintonizado na Antena 2 e ouve-se música clássica.
Dias antes, no Maxime, a banda sonora era outra: música rock e ritmos de dança. Foi lá que começou a conversa.