Entrevista de vida
O álbum da vida de António Almeida (vídeo)
09-02-2012
Por Ana Taborda e edição de Joana Mouta
Veio para Portugal aos 16 anos, com roupa feita pela mãe – não tinha dinheiro para mais. Quando casou ainda não estava “aburguesado” e teve que ir fardado de oficial da Marinha. A mulher, Maria Antónia, foi-lhe apresentada pelo amigo Jardim Gonçalves, numa festa de Carnaval, quando viviam no mesmo lar de estudantes. Ainda hesitou em convidá-la para dançar.
“Tinha medo de levar uma tampa, mas eu também era borracho nessa altura, não era só ela”. Nos primeiros meses de casado dormiam no chão, num colchão. Depois, António de Almeida começou a viver melhor: foi funcionário público, banqueiro, secretário de Estado – o primeiro a ver o “rabo de um ministro” (quando apanhou Jacinto Nunes a levar uma injecção no gabinete) e chegou ao topo da EDP. Costuma dizer que é muito saudável, com excepção do cancro. Teve dois: um na próstata, outro no cólon, com uma metástase no fígado.
“Quando acordei da operação ao cancro da próstata a primeira coisa que perguntei ao médico foi se o nervo erótico estava intacto. Garantiu-me que sim”, conta. No dia 20, o gestor, de 75 anos, deixa o lugar na presidência do conselho geral e de supervisão a Eduardo Catroga, que coordenou o programa de Governo do PSD.
Leia a entrevista completa esta semana na revista SÁBADO. Também disponível em versão tablet.