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Entrevista

Sara Tavares: “Pensei que estava com um esgotamento”

30-10-2014

A cantora comemora 20 anos de carreira com dois concertos. Falou-nos da família, de Cabo Verde e da doença

Por Diana Garrido, com imagem e edição de Catarina Peixoto 

Tinha 16 anos quando apareceu na televisão portuguesa a cantar 'One Moment in Time' de Whitney Houston. A coragem valeu-lhe a vitória do concurso “Chuva de Estrelas” e levou-a ao festival da canção. Mas isso foi há 20 anos. Hoje é uma artista reconhecida no mundo inteiro que junta Portugal e África de uma forma tão melodiosa quanto intimista.

Sara Tavares comemora 20 anos de carreira com dois concertos no teatro São Luiz, em Lisboa, dia 30 e 31, junto do público que a viu nascer. Ao mesmo tempo está a preparar um novo disco que deve sair para o ano e uma peça musical para miúdos a partir dos 6 anos, em cena apenas dia 2 de Novembro no Teatro Mário Viegas.

No meio de tantos preparativos falou com a Tentações e contou-nos como foi receber a notícia que tinha um tumor no cérebro, de como Cabo Verde a aproximou da mãe e de como, em tempos, se fartou de jogar à bola.

Deu por estes 20 anos passarem?

A coisa foi-se passando de uma forma muito fluida e sinceramente os 20 anos de música – de facto há 20 anos que canto – é mais um pretexto de fazer um concerto em Lisboa. Poder celebrar com o meu público porque tenho tido poucas oportunidades de tocar em Portugal. É uma oportunidade de refrescar, fazer a festa com os amigos e de facto 20 é um número bom para celebrar, um número redondinho.

Dá muitos concertos lá fora e poucos em Portugal. Porquê?
A última editora com quem trabalhei é que foi um bocado responsável por essa internacionalização. Distribuiram os meus discos por vários países e não investiram tanto em Portugal como lá fora. Aqui eu já tinha uma carreira, as pessoas conheciam-me conheciam o que eu fazia, iam naturalmente à procura sem eu ter que lhes estar a ser apresentada. Decidiram fazer assim e Portugal foi ficando um bocadinho com menos presença minha e isso é uma coisa que gostava de recuperar. Portugal, Cabo Verde, Moçambique, aqueles países que me dizem muito respeito e que ficaram um bocadinho para trás. Mas ultimamente nem tenho dado tantos. Desde que fiquei doente em 2009, que não dou tantos concertos como dei até então.

Teve um tumor benigno no cérebro. Como é que percebeu que algo de errado se passava?
Sentia uma certa desorientação, havia uma dislexia tipo a ler, no entendimento, às vezes a falar, depois um dia tive um ataque, uma crise epilética. Não sabia o que é que era na altura e fui ao médico. Fiz uma TAC e percebeu-se logo o que era.

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