Sociedade
Facebook: mãe da jovem agredida apresenta queixa
26-05-2011
A mãe da rapariga vítima das agressões divulgadas no Facebook apresentou queixa formal ontem à noite, depois da filha ter sido ouvida pelos agentes da PSP responsáveis pelo processo. No entanto este procedimento não seria necessário, uma vez que se trata de um crime público.
Por ordem do Minispério Público, a jovem vai ser submetida a exames medico-legais no Instituto de Medicina Legal de Lisboa. Estas perícias vão servir para atestar o tipo e a gravidade das lesões deixadas pelos pontapés no corpo e na cabeça da adolescente.
O alegado autor do vídeo foi detido na segunda-feira pelo roubo de um telemóvel, anunciou na quarta-feira PSP, que já identificou também a vítima e as agressoras.
Em comunicado, o Comando Metropolitano da PSP de Lisboa refere que as agressões ocorreram nas traseiras da Rua Mestre Lima de Freitas, Quinta da Granja, em Benfica.A PSP identificou também outros adolescentes que se encontravam no local a assistir às agressões.
A polícia adianta também que o suspeito de ter colocado o vídeo na Internet já tem antecedentes criminais pela prática de crimes violentos, tendo sido detido na segunda-feira por roubar um telemóvel junto ao local onde ocorreram as agressões.
De acordo com esta mesma fonte, foi-lhe aplicada a medida de coacção de apresentações na esquadra na área de residência.
Para a identificação dos intervenientes no vídeo, a PSP mobilizou as várias sub-unidades do Comando Metropolitano de Lisboa, nomeadamente a divisão policial de Sintra, Amadora, Loures e Divisão de Investigação criminal.
O processo deu esta quarta-feira entrada no Departamento de Investigação e Acção Penal (DIAP) de Lisboa, esclareceu por seu lado a Procuradoria-Geral Distrital de Lisboa (PGDL).Segundo um esclarecimento da PGDL, a vítima deverá apresentar-se no Instituto Nacional de Medicina Legal de Lisboa para realizar exames médicos.
Uma das agressoras ainda não completou 16 anos, pelo que foi extraída certidão para ser enviada ao Tribunal de Família e Menores de Lisboa, para instauração de Inquérito Tutelar Educativo.