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António Victorino d'Almeida: "Nos concertos da Gulbenkian cheira a mofo" (vídeo)

17-08-2012

Por Lucília Galha e imagem de Bruno Vaz

A ideia foi do próprio: “Aguento muito tempo debaixo de água, quer ver?” Quando dei por isso já o maestro estava a tapar o nariz com o polegar e o indicador e a mergulhar para o fundo da piscina. Passados 30 segundos começaram a ver-se bolhinhas de ar, mas só ao fim do segundo 46 é que se rendeu e pôs a cabeça fora de água. Primeira observação ao ouvir o resultado: “Ah, na banheira consigo chegar a um minuto!” Na verdade, este era já o segundo desafio de António Victorino d’Almeida.

O primeiro tinha sido lançado pela SÁBADO duas semanas antes: dar um mergulho na praia de Moledo – o sítio onde passa férias desde pequeno. Mas as coisas não correram como planeado. Primeira razão: a temperatura da água. “Quem vai àquela água só tem duas hipóteses, ou morre ou fica pronto para tudo”, respondeu a medo, mas disposto a correr o risco. Segunda: depois de agendado o mergulho na praia, piorou de uma artrose na perna direita e o médico proibiu-o de entrar em águas frias.

A alternativa encontrada foi a piscina interior aquecida do Hotel Porta do Sol, em Caminha, onde costuma dar umas braçadas. O maestro chegou 10 minutos antes da hora marcada, vestido com umas calças cremes, camisa branca, pulôver verde e sapatos de vela. Na mão direita trazia uns calções de banho pretos. Apesar de já passar do meio-dia, ainda tomou o pequeno-almoço (um queque e um galão) antes de entrar na água. Na noite anterior tinha estado acordado até às 3h30 da manhã. Motivo: um concerto. “Não gosto de dizer música clássica, é um adjectivo estúpido que não quer dizer nada.” Há nove anos que organiza concertos nas aldeias do concelho de Caminha. São sempre à segunda-feira.

Leia a reportagem completa na SÁBADO desta semana.

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