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A SÁBADO esteve no Café da Manhã (vídeo)

22-11-2011

Por Nelma Viana com imagem de Bruno Vaz

Acordar às 5h, jantar às 18h30 e ir para a cama às 21h30. Podia ser o regime de um monge budista, mas é só a rotina de José Coimbra, Carla Rocha e Joana Gama, animadores do Café da Manhã, na RFM, o programa com maior audiência nas manhãs da rádio portuguesa, que acorda todos os dias mais de um milhão de ouvintes. Ao fim de nove anos já não custa nada. A parte pior é ter de “abdicar da vida nocturna”, conta José Coimbra. Cinema ou teatro, nem pensar, “talvez um aniversário de família”, diz Carla, mas “deitar à meia-noite já é viver no limite”.

Joana Gama, que se juntou à dupla há três meses, ainda anda às cabeçadas com os horários, mas assim que chega ao microfone entra em piloto automático e esquece o resto. Até o sono. Ao contrário da equipa da SÁBADO que, às 8h, quando entrou em estúdio, com a primeira parte do programa já despachada, ainda funcionava a meio-gás. Mas foi por pouco tempo. Era preciso energia para jogar O Sexo Forte: três perguntas sobre os universos feminino e masculino que foram prontamente respondidas pelo nosso fotógrafo, Rafael G. Antunes. Pior sorte teve a repórter, que se deixou abater com uma pergunta sobre – adivinhem...? – automóveis; (juro que não sabia ser possível um carro reduzir dos 100 km/h para os 0 km/h em menos de três segundos).

Vitória garantida para os homens, que tiveram direito à marcha da motivação. A celebração foi interrompida para falar do tempo. E depois do trânsito, logo seguido do bloco noticioso. Pára tudo. Mas os três nunca se atropelam a falar? Nunca se enganam? “Em quase 10 anos de programa orgulhamo-nos de manter esta imagem de super-heróis a quem nada corre mal durante os programas”, brinca José Coimbra. Mais a sério, é impossível não reparar na gestão meticulosa do alinhamento. Circulam papéis, põem-se músicas em linha, oferecem-se prémios, atendem-se telefones e decide-se, “que a Joana entra com isto, depois a Carla com aquilo, e o Zé remata com um tema de Aurea”.

Às 9h20 sou obrigada a pegar no microfone e a imitar um passarinho – “piu piu piu”. Faz parte, e quando há convidados são eles os cantores. Segue-se o famoso Jogo do Ernesto. “Mas, afinal, quem é o Ernesto?” José Coimbra explica que não é um Ernesto, são todos. “Ligamos para números aleatórios à procura dos Ernestos desta vida para os apresentar ao País. Às vezes temos sorte, outras não”. A brincadeira evoluiu até à publicação, em Outubro, do livro O Diário de Ernesto, assinado por José Coimbra e Carla Rocha. É ela que conta como surgiu o nome: “Estava grávida e o Zé dizia que eu devia chamar Ernesto ao meu filho. Daí criámos esta personagem imaginária.”

José e Carla são apaixonados pela rádio. Ele queria ter sido jornalista de terreno, mas acabou por “ficar na animação”. Ela sempre soube que “informação não era a coisa certa”, mas durante as eleições legislativas acabaram por se lançar numa aventura política que juntou no Café da Manhã os candidatos a primeiro-ministro – só José Sócrates não aceitou o convite. José Coimbra admite que foi uma das coisas “mais desafiantes” que já fez.

A dupla do Café da Manhã é benfiquista, mas ele confessa “ser do clube de Mourinho, seja ele qual for”. Até já conseguiu ter o treinador em linha durante um programa. “Ele fazia anos e foi um episódio fabuloso.”

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