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Nadámos contra um atleta olímpico (vídeo)

19-01-2012

Por Daniel Vidal com imagem de Joana Mouta

“Queres fazer este treino?”, perguntou Simão Morgado ao mesmo tempo que mostrava uma pequena folha de papel. Era uma lista de números: 800 metros, 400, 200, mais 800. Muitos metros. Aquela era a sua lista de tarefas só para o treino da manhã.

“Agora de manhã faço apenas este treino relaxado, porque à tarde vai ser mais duro”, acrescentou enquanto eu ainda tentava perceber se aquilo era verdade ou mentira. Afinal, só assisti a uma pequena amostra do dia-a-dia do atleta que nada para estar presente nos Jogos Olímpicos que se realizam este ano em Londres.

Enfrentar um atleta olímpico não é uma tarefa fácil. Por isso tentei equilibrar o desafio e disse-lhe: “Nadamos mas em `crawl´” (é a minha especialidade, a dele é mariposa).

Aquecemos e tomámos as nossas posições para a partida, lado a lado. Vista de cima do bloco, a piscina parece gigantesca. Muito mais quando olhamos para o adversário: um atleta profissional com 1m84 e que toma uma posição, parece-me, melhor do que a minha.

Quando mergulhamos, eu não faço ideia da distância que nos separa mas convenço-me de que estou a ganhar. Só estava concentrado num objectivo: executar a técnica da forma mais perfeita possível.

O meu sonho acaba aos 25 metros: as braçadas são apressadas e a minha respiração está completamente descontrolada. E o pior foi quando levantei a cabeça e percebi que não estava à frente da corrida. O meu plano, que parecia tão seguro, foi literalmente por água abaixo. Já só me restava manter a pouca dignidade que ainda tinha e chegar à meta.

Mas a segunda tentativa foi ainda mais frustrante. Tinha que recuperar força para o confronto final e Simão Morgado aceitou fazer um intervalo. “Vou dando umas braçadas enquanto descansas”. Eu estava ofegante mas ouvi o comentário e não gostei.

Último desafio: ele dá-me uma vantagem de 25metros numa piscina de 50. Estava mais confiante do que nunca naquele verdadeira final olímpica. Parecia-me até estar ou ouvir aquelas músicas dos filmes de Hollywood assim ao longe. Voltei a perder.

Saí frustrado mas convencido de que tinha feito algo grandioso pelo meu País: dei mais moral e confiança a Simão Morgado para trazer uma medalha dos Jogos Olímpicos de Londres.

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