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Eles estão a construir máquinas voadoras

28-08-2014

No dia 6 de Setembro vão saltar para o mar, na Baía de Cascais. Voar é que não devem conseguir

Mais uma vez - já vai na terceira edição em Portugal - inscreveram-se centenas de equipas no Red Bull Flugtag: O Dia das Asas”. Mas só foram escolhidos 45 projectos, os mais originais, enviados de vários pontos do país, desde o Algarve a Trás-os-Montes.

A construção das máquinas com que pretendem saltar de uma plataforma alta para a água da Baía de Cascais, no dia 6 de Setembro, está quase terminada e a SÁBADO foi acompanhar o trabalho de três equipas da área da Grande Lisboa.

Embora o objectivo da prova seja percorrer a maior distância possível em voo, descobrimos que a eficácia não é o que mais motiva os participantes. Felizmente, a avaliação do júri também tem em conta a criatividade.

Equipa Bô tem Noddy
(Cascais)

Por Vera Moura

Um carrinho de supermercado, um rolo de arame, esferovite, jornal, tubos, balões, espuma, fita adesiva... e muita imaginação. Foram estes os ingredientes que os amigos Diogo, Rodrigo, Thiago e João, com idades entre os 20 e os 25 anos e conhecimento nulo em aeronáutica, usaram para construir a máquina voadora que no próximo dia 6 de Setembro vão atirar ao mar, na Baía de Cascais. Ao material juntaram uma inspiração: o Noddy. E um amuleto da sorte: o cachecol amarelo e azul do clube de futebol local Estoril-Praia.

A equipa Bô tem Noddy é uma das 45 que no Dia das Asas da Redbull vai a Cascais apresentar a sua máquina voadora. Com o apoio da claque do Estoril e uma coreografia ao som da famosa ‘Abram alas para o Noddy’, pretende conquistar o júri pela criatividade – e não propriamente pelo voo do aparelho, que ficará certamente muito longe do recorde nacional da última edição do concurso Flugtag: 7 metros (para não falar do recorde mundial, que chegou aos 40!)

O piloto dos Bô tem Noddy será Thiago Pereira, que teve a iniciativa de participar no concurso depois de ver um anúncio na universidade. Mas os amigos, todos com um barrete azul igual ao da personagem infantil, não vão apenas empurrar a máquina voadora: pretendem atirar-se ao mar com “o capitão”.

No final da aventura, pouco vai sobrar do avião do Noddy, mas isso é um mal menor: os jovens conseguiram construir um aparelho low cost. “Só gastámos dinheiro na espuma e na cola, o resto fomos buscar ao lixo”, garante Thiago à SÁBADO. Até as tintas amarelas, vermelhas e azuis com que vão fazer a pintura final vão ficar a custo zero. Ou pelo menos, é o que esperam os quatro rapazes: “Vamos perguntar a lojas locais se nos oferecem, em troca de publicidade no avião! E vamos pedir a amigos graffiters para desenhar o Noddy a beber Red Bull.”

A máquina voadora, muito diferente da que a equipa apresentou na fase de candidatura (inicialmente, a inspiração era o carro e não o avião do Noddy) demorou cerca de um mês a ser construída e não escapou a peripécias. “Uma asa e a hélice partiram-se com o vento, mas com um parafuso e cola tudo se remenda”, diz Diogo Almeida, o mais “engenhocas” do grupo.

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