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Estados Unidos

Eles querem ser cobaias na detonação de uma bomba atómica

23-07-2012

A ideia é ridícula, mas em 1957 foi a forma que o Pentágono se lembrou para acalmar os receios dos norte-americanos quanto aos testes com armas atómicas que realizava nos Estados Unidos. Fez saber entre os oficiais da Força Aérea que necessitava de voluntários para demonstrar que a explosão de uma bomba atómica não acarretava problemas médicos para as populações.

Cinco homens voluntariaram-se: o coronel Sidney Bruce, o tenente-coronel Frank P. Ball, o major Norman Bodinger, o major John Hughes e Don Lutrell. Juntaram-se no deserto de Las Vegas, esperaram que um jacto Scorpion F-89 passasse pelas suas cabeças e lançasse uma bomba atómica de duas toneladas de TNT e filmaram tudo. 

Para mostrar que estavam descontraídos, espetaram na terra uma placa onde escreveram: Ground Zero Populacão:5. Quando a bomba explodiu - a quatro mil metros sobre as suas cabeças - os homens assustaram-se com o estrondo, mas rapidamente ficaram impressionados com a nuvem atómica que surgiu no céu. "É linda", exclamou um deles. Por trás da câmara de filmar estava George Yoshitake, hoje com 83 anos, o único que não se voluntariou. "Ainda perguntei se havia material de protecção, mas disseram que não. Levei o boné para qualquer imprevisto", disse ao Huffington Post.

O video foi revelado pelo Pentágono às populações e resultou até 1992, quando as experiências com armas atómicas foram interrompidas pelo governo. Quando ao destino dos homens, a Força Aérea não quis comentar. Segundo a National Public Radio, pelo menos três deles já morreram: dois com mais de 80 anos e um terceiro com 71 anos. Mas não há informação se sofreram de cancro. 

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