EUA
Juiz espanca filha de 16 anos (vídeo)
03-11-2011
Ao longo dos sete minutos de vídeo, captado em 2004, o juiz William Adams (é mesmo ele, o próprio o admitiu quando confrontado pela imprensa) grita com a filha, exige-lhe que se deite na cama para lhe poder acertar mais facilmente com o cinto, chama-lhe mentirosa, acusa-a de roubo, e lamenta que Hillary não se comporte aos 16 como na infância. Repete um palavrão a cada duas palavras e não se compadece com os pedidos da miúda, que chora e uiva de dor.
De acordo com Hillary, agora com 23 anos, a sova em questão (recebia outras frequentemente, garante) foi um castigo por ter usado o computador indevidamente.
"Eu bem te disse que não queria a porcaria de um computador cá em casa, já viste os problemas que causa?", exclama, entre duas investidas com o cinto, o juiz do Condado de Aransas, no Texas, para a mulher, que também aparece a bater na filha.
Foi esta a pena que o magistrado, responsável pelos casos de direito de menores em Aransas, resolveu aplicar à filha por fazer downloads ilegais de música e jogos na Internet. Agora que o pai se prepara para se recandidatar à posição de juiz, Hillary Adams decidiu denunciá-lo através do YouTube.
Foi depois de receber um telefonema ameaçador de William Adams, que Hillary tornou pública a gravação. No texto que juntou às imagens, no site de partilha de vídeos, explicou que sofre de paralisia cerebral atáxica desde que nasceu e que, por isso, sempre teve um fascínio pelas tecnologias. Acrescenta que o pai, antiquado, nunca viu esse interesse com bons olhos e que a mãe, que também não sai propriamente favorecida nas imagens, não deve ser culpada de nada, por ter sido igualmente vítima de abusos e maus-tratos ao longo de 22 anos de casamento. O divórcio foi decretado em 2007.
Desde que o vídeo foi posto a circular, gerou-se um movimento anti-juiz William Adams, expresso por telefonemas para a polícia e também pela criação de grupos na Internet. Só no Facebook, o grupo "Não reelejam o juiz William Adams" já tem mais de 22 mil fãs. Só mesmo o magistrado é que acredita que a polémica não o vai macular:
"Não é tão mau como parece", disse a um canal de televisão. Logo a seguir acrescentou que não acredita que vá ser castigado pela tareia merecida que há sete anos deu à filha.