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Teixeira dos Santos: "Sim, vou cortar na despesa" (COM VÍDEO)

06-02-2010

Foi à CNN que o ministro das Finanças reagiu em primeiro lugar à aprovação final das alterações à Lei das Finanças Regionais. Questionado por Richard Quest sobre o que iria fazer depois do que se passou esta tarde no parlamento português, Teixeira dos Santos respondeu que "vou cortar na despesa e evitar um défice excessivo".
 
Foi à CNN que o ministro das Finanças reagiu em primeiro lugar à aprovação final das alterações à Lei das Finanças Regionais. Questionado por Richard Quest sobre o que iria fazer depois do que se passou esta tarde no parlamento português, Teixeira dos Santos respondeu que "vou cortar na despesa” e “evitar um défice excessivo".

Richard Quest, jornalista da estação de televisão norte-americana, começou por relatar a ameaça de uma crise política em Portugal, depois do Parlamento ter aprovado, com os votos contra do Partido Socialista, uma alteração à Lei das Finanças Regionais. Questionou depois se este caso não era exactamente o que Portugal dispensava numa altura de forte pressão dos mercados.

"Sim. É o que lhes [aos partidos da oposição] tenho dito. Ontem fui muito claro", respondeu Teixeira dos Santos numa entrevista telefónica, recordando o discurso efectuado ontem à noite. "Disse que recorreria a provisões especiais na lei para impedir as consequências orçamentais dessas decisões".

O jornalista da CNN concluiu assim que o ministro estava a dizer que "mesmo que o Parlamento gaste, o senhor vai cortar?". "Sim, vou cortar" e "utilizarei os poderes que a lei confere ao ministro e ao Governo para controlar a despesa e evitar um défice excessivo".

Teixeira dos Santos concretizou o que já ontem tinha adiantado que poderá fazer, recorrer à Lei de Enquadramento Orçamental para cortar nas transferências de verbas para a Madeira.

Questionado sobre o comportamento dos mercados, que penalizaram fortemente a bolsa e a dívida portuguesa nas últimas sessões, Teixeira dos Santos reiterou que considera esta reacção "exagerada".

Quanto à hipótese de Portugal ter que recorrer à ajuda do FMI e da Comissão Europeia, o ministro das Finanças afirmou que "saberemos assumir as nossas responsabilidades" e "não será necessária qualquer espécie de ajuda externa".

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