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Benfica-Porto

Veja os golos do Benfica, vencedor da Taça da Liga

22-03-2010

Uma intervenção desastrada do guarda-redes Nuno, na primeira bola chutada à baliza do FC Porto, cozinhou a vitória anunciada do Benfica na primeira final da temporada, mantendo a posse do troféu. Um frango na mesa da Taça da Cerveja, um lance desmoralizador para uma equipa marcada psicologicamente por acontecimentos recentes e estabilizador para um Benfica alterado tacticamente.

Foi a sexta vitória encarnada nos últimos sete jogos (18-3 em golos nesta fase), apresentando Aimar, Amorim e Martins pela primeira vez juntos no meio-campo titular, com o apoio de um estreante, Airton, que nunca deixou que se desse pela ausência de Javi García. Ao invés, o FC Porto registou a terceira derrota nas últimas cinco partidas (4-14 em golos) e teve apenas dez minutos de alguma intensidade, entre o primeiro golo e a meia-hora.

Em 4x5x1, com tanto peso dos centro-campistas, não admira que os jogadores mais influentes do Benfica tenham sido os médios, autores de dois golos (e meio). Amorim marcou o primeiro e fabricou o terceiro, finalizado por Cardozo, e Carlos Martins acertou o seu primeiro livre directo da temporada, mesmo em cima do intervalo.

Não foi um encontro memorável, longe disso. Bastante marcado pelo nervosismo dos adeptos nas horas que antecederam o pontapé de saída e o recomeço, fazendo regressar aos estádios de Portugal o ambiente terceiro--mundista dos anos 80 e 90.

O Benfica optou por controlar e teve a sorte do jogo, com a obtenção de dois golos em três remates à baliza na primeira parte, enquanto o FC Porto é uma equipa destroçada e com pouca saúde.

O recurso às faltas e ao jogo subterrâneo, sobretudo da parte de Bruno Alves e Raul Meireles, os dois capitães, denunciam esse estado de espírito.

A segunda parte foi muito fraca, com mais de 30 minutos sem qualquer acção ofensiva de relevo de parte a parte, terminando com um golo penalizador para os portistas, mas capaz de distinguir Ruben Amorim como o melhor jogador em campo – um português que, estranhamente, não entra nas contas do seleccionador nacional, Carlos Queiroz, tal como Carlos Martins.

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