Você está em:Multimédia / Vídeos

Vídeos

Desporto

O verdadeiro braço-direito de Mourinho

09-09-2011

Por Luís Aguilar

Quem quiser entrevistar José Mourinho, tem de passar por ele. Começou como jornalista e seguiu carreira na assessoria de imprensa. Há duas semanas, o seu nome fez manchete em todos os meios de comunicação mundiais. E tudo por causa de uma brincadeira.

A história começa com um sms do jornalista Roberto Rodríguez, do Canal +. Queria entrevistar Eládio Paramés para saber como era o trabalho do porta-voz de um treinador tão importante como Mourinho. Resposta: “Olá Roberto. Neste momento a entrevista será impossível dada a situação. O José não se sente acarinhado pelos dirigentes e pondera abandonar o clube.” Estava lançada a bomba. Minutos depois, o conteúdo da sms invadia as redes sociais. “Mourinho prepara-se para deixar o Real.” E seguiram-se os desmentidos. Primeiro, Mourinho, através do site do Real Madrid. Depois, o próprio Paramés, em declarações a vários meios de comunicação: “Anda alguém a fazer passar-se por mim.” E andava mesmo.

A brincadeira de Jon
O número de telemóvel tinha pertencido a Paramés, mas já não estava na sua posse há dez meses. A companhia telefónica entregou-o a uma mulher de Usurbil, pequena localidade próxima de Bilbao, e esta deu o número ao seu filho. O jovem de 20 anos, chamado Jon, resolveu fazer uma partida e divertir-se com os amigos, mas não ganhou para o susto e só veio a público através de uma iniciativa do programa televisivo Punto Pelota, que colocou frente-a-frente, via telefone, os dois Eládios. O falso e o verdadeiro. Foi aí que o verdadeiro perdoou o falso e conseguiu limpar o seu nome de toda esta polémica, como conta à SÁBADO: “Provei que aquele número já não me pertencia e ponderei apresentar queixa na polícia por usurpação de identidade. Mas, mesmo que o fizesse, se esta pessoa não aparecesse para desmentir tudo, haveria muitos que iriam pensar que tinha sido eu a proferir tais declarações e que agora estava a tentar safar-me.” Como tudo ficou clarificado, Paramés dá o “assunto por encerrado”, mas não deixa de ficar desiludido com “a falta de rigor do jornalismo actual”. “Não se confirma nada. Basta um sms para lançar uma notícia mundial.”

Com Mourinho desde Londres
O episódio foi dos mais atribulados que viveu nos vários anos que já leva a trabalhar com José Mourinho. “Somos amigos há muitos anos. Quando ele foi para o Chelsea, entendeu que eu devia controlar a relação com os jornalistas e anunciou que eu era o seu assessor de imprensa. Mas foi sempre uma relação mais pessoal do que profissional.” Apesar disso, a opinião de jornalistas de todo o mundo é unânime: “Quem quiser entrevistar José, tem de falar com Eládio.”

Velha escola
Muito antes de começar a trabalhar com Mourinho, Paramés iniciou a carreira jornalística no extinto Diário e seguiu para o jornal A Bola, onde esteve 12 anos. “Nesse tempo, um grande senhor dos jornais, chamado Vítor Santos [antigo director do jornal] perguntava-nos se tínhamos confirmado a nossa notícia. Dizíamos que tínhamos falado com três pessoas e ele pedia mais três para não correr qualquer risco. Esta era a nossa escola. Tinha de se ligar e cruzar informação. Um sms não chegava.”

José Mourinho defendeu a mesma opinião numa conferência de imprensa nos dias que se seguiram a esta novela de proporções mundiais. “O miúdo fez bem. Divertiu-se. Foi uma boa partida. No foi ele que não foi profissional. Foram aqueles que deram uma notícia sem ter garantias de com quem estavam a falar.” 


Polémica com Noé Monteiro
Eládio Paramés era assessor de imprensa do Benfica no tempo de João Vale e Azevedo. Os encarnados não queriam deixar a RTP recolher as declarações do treinador Jupp Heynckes, durante um estágio de pré-época, em França, mas o alemão decidiu falar com toda a comunicação social: “Fiquei ao lado dele e os jornalistas fizeram uma rodinha à nossa volta. Atrás de mim estava o Noé Monteiro, da RTP. Começou a dar-me cotoveladas. Quando o confrontei, lançou-me um chorrilho de insultos. Pedi-lhe para irmos conversar para outro lado e passámos uma porta que se fechou atrás de nós. Assim que ficámos sozinhos, ele deu-me mais duas ’peitadas’ e não aguentei mais. Reagi. Depois ele abriu o telejornal da RTP a dizer que tinha sido agredido e que ia apresentar queixa a todo o mundo. Mas, até hoje, ainda estou à espera da queixa.”

Deixar Comentário

comentários

sexta-feira, 9 de Setembro de 2011 - 19:31

O sr deve ser anti-benfica.

Não tinham mais nada para mostrar sobre o braço direito do Mourinho, a não ser algo que se passou à 11 anos com o Benfica. Mais parece que estão interessados em dizer mal do Benfica.

Galerias de vídeos





Notícias

Copyright ©. Todos os direitos reservados. É expressamente proíbida a reprodução na totalidade ou em parte, em qualquer tipo de suporte, sem prévia permissão por escrito da Edirevistas, S.A. , uma empresa Cofina Media, SGPS. Consulte as condições legais de utilização.