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Cartas dos soldados que nunca foram entregues

02-02-2012

Por Inês Alves

Destinavam-se às famílias (pais, mães, mulheres, namoradas, filhos), mas nunca foram entregues. As cartas que aqui lhe apresentamos foram escritas por soldados durante o serviço militar prestado desde o século XVII até à actualidade.

Compiladas pelo historiador Sian Price, 35 anos, natural de Cardiff, por um período de 3 anos, surgem hoje como uma espécie de 'memórias de guerra'. Price viajou pelo mundo (Reino Unido, Austrália, Japão, Alemanha, França, Estados Unidos, África do Sul, Xanadá, Itália, Nova Zelândia, entre outros países) e compilou um total de 30 mil cartas, que resultaram nesta colecção e no livro 'If You're Reading This... Last Letters'.

O historiador refere: "O tema que as une é o amor".

Numa carta, consegue ler-se: "Tenta esquecer as minhas falhas e recorda-me apenas como o teu querido filho". Noutra, vem escrito: "Aquilo a que chamamos vida é somente um período de transição no nosso desenvolvimento".

Price explica: "Algumas são muitas poéticas e sobretudo amorosas, noutras consegue encontrar-se algum humor".

A mais recente foi escrita em 2006 pelo militar Gunner Lee Thornton à sua noiva Helen, antes de ser morto no Iraque, com 22 anos de idade, onde podia ler-se: "Morrer não significa dizer que te deixei. Vou estar sempre a olhar por ti e a proteger-te".
 
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