Mundo
China copia cidade austríaca
01-02-2012
Por Inês Alves
Hallstatt, na China, património da UNESCO e cidade a funcionar idealmente como a semelhante Hallstat, na Áustria, seria um resort (como se pretenderia que fosse) escolhido por inúmeros veraneantes, mas a realidade é bem diferente da expectativa.
Há um lago artificial, a simulação de uma paisagem montanhosa e casas de luxo, a uma hora de distância da zona industrial. O intuito seria servir de espaço de 'recreio' aos empresários, mas a ideia é também atrair turistas europeus. O preço das casas varia entre os 250 e os 600 mil euros. No entanto, ninguém está a comprar.
Depois de um aumento repentino no verão passado, a procura do mercado imobiliário chinês tem vindo a sofrer uma queda. Facto esse que se ressente na economia chinesa. O preço das casas tem descido gradualmente. No passado mês de Dezembro, por exemplo, observou-se a terceira queda consecutiva só no ano de 2011.
A população chinesa, nomeadamente da classe média, que investiu no mercado imobiliário e optou por viver em casas de luxo, pensando que acabariam por ser valorizadas, enfrenta agora a realidade do falhanço das suas crenças e decisões de aplicação financeira.
Os protestos começam a fazer-se ouvir e o governo está preocupado com a sua repercussão no crescimento económico do país. Mas a verdade é que a paixão pelos bens de luxo, nomeadamente ao nível das grande marcas de roupa, continua a aliciar a sociedade chinesa e não os demove de manter este 'estatuto'.