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Japão: Fotos inéditas de Hiroshima e Nagasaki

13-03-2011

Por Joana Tadeu

São imagens compartilhadas por todo o mundo como testemunho de um dos momentos mais sangrentos do século XX. Uma paisagem espectral, edifícios destruídos, árvores que parece terem rebentado de dentro para fora, um deserto sem vida.

“O Japão está a viver a sua crise mais grave desde a II Guerra Mundial”

É uma afirmação feita pelo primeiro-ministro japonês, Naoto Kan, reagindo à explosão na central nuclear de Fukushima.

Apesar de todos os danos e das dez mil mortes provocados pelo sismo de sexta-feira, Kan declarou que está confiante de que o país vai ultrapassar as enormes dificuldades com que se depara.

“Houve radiação libertada para o ar, mas não há indicações de que tenha sido em grande quantidade”, afirmou o primeiro-ministro, citado pela agência noticiosa Jiji, assegurando que o acidente nuclear no Nordeste do Japão não é comparável ao desastre de Chernobil de 1986.

"Nós vimos Hiroshima hoje ..."

Bernard Hoffman, repórter e fotógrafo da revista LIFE, foi, em 1945, a Hiroshima e Nagasaki, no Japão. Captou a devastação provocado pelos segundos mais violentos que o mundo já viu: o lançamento das bombas atómicas sobre Hiroshima (6 de agosto de 1945) e Nagasaki (9 de agosto), que mataram imediatamente 120 mil pessoas e outras dezenas de milhares devido a lesões e doenças provocadas pela radiação.

Notas dactilografadas pelo fotógrafo Bernard Hoffman e dirigidas ao editor de fotografia da revista LIFE em Nova Iorque, na altura Wilson Hicks, descrevem as suas primeiras impressões sobre Hiroshima, a menos de um mês após o Enola Gay lançar a bomba que destruiu a cidade e mudou para sempre o rosto da guerra.

"Nós ficámos tão chocados com o que vimos", escreveu Hoffman, "a maioria de nós não consegue controlar a vontade de chorar. Não por simpatia para com os japoneses, mas porque estávamos tão chocados e revoltados com este novo e terrível da destruição. O que antigamente era uma das mais modernas cidades do Japão, mais ocidentalizada, agora é nada mais do que uma camada de dois metros de estanho torcido e entulho ".

"Não há nenhuma maneira de comparar os danos da bomba atómica com qualquer coisa que já tenhamos visto antes", escreveu o fotógrafo. "(...) a bomba atómica não deixa nada ..."

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