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Stanley Ho: As guerras pela herança do milionário do jogo
11-02-2011
Por Patrícia Silva Alves
Quando Winnie Ho chegou ao nono piso do hotel Lisboa, em Macau, para uma reunião com o irmão, foi recebida por uma fila de mais de seis seguranças (alguns deles gurkhas, nepaleses conhecidos por serem máquinas de matar), que barraram a entrada ao seu filho, Michael, e ao advogado, Leonel Alves. Winnie, então com 79 anos, lançou um olhar de terror ao advogado enquanto era conduzida pelo braço. Só regressou duas horas depois, lívida.
“Estava pálida, boca aberta, aterrorizada, não conseguia falar. Parecia que tinha visto o Drácula”, descreveu o advogado. Duas semanas depois processou Stanley Ho, um dos seus 13 irmãos, por sequestro. Disse ter sido impedida de sair da sala de reuniões e forçada a aceitar um acordo. Winnie queria que a Moon Valley (controlada pelo filho Michael) passasse a gerir os 7,3% que detém na Sociedade de Turismo e Diversões de Macau (STDM), que administra os 17 casinos da família. O irmão não concordou e negou o sequestro, mas Winnie contra-atacou em tribunal: distribuiu uma autobiografia intitulada Struggling with the Devil (em português: em luta contra o Diabo). O caso foi arquivado há nove anos por falta de provas.
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