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Um dia com a comunidade sikh

19-08-2012

Por Félix Ribeiro

Domingo, 12 de Agosto, Odivelas. Passava uma semana desde que Wade Michael Page assassinara a tiro seis membros da comunidade sikh no templo do estado norte-americano do Winsconsin, ferindo quatro outros. Michael Page acabaria por se suicidar, no local, depois de ter sido primeiro baleado no estômago pela polícia. O atirador, um ex-militar norte-americano, neo-nazi e apologista da supremacia racial branca refrescou na memória de Palwinder Singh as passadas discriminações que a comunidade sikh portuguesa sofreu no pós-11 de Setembro.

“Chamavam-nos Bin Laden na rua”, contou à SÁBADO o assistente do líder do Gurdwara de Odivelas - palavra em Punjabi que se refere ao templo sagrado dos sikhs. Os sikhs não têm nada que ver com os radicais islâmicos da Al-Qaeda, ou qualquer outra organização religiosa muçulmana, facto repetido várias vazes por Palwinder. “[É] por causa da aparência que há confusão”, diz-nos, num português hesitante, referindo-se ao facto de tanto os muçulmanos como os sikhs usarem turbante e barba grande.

A confusão de que fala Palwinder foi resolvida de uma forma muito ocidentalizada: “Fomos reclamar à SIC e à TVI que não tínhamos nada que ver com o Bin Laden”. Parece ter resultado, pois, conta-nos Palwinder, à parte de pequenos casos de rua, os sikhs nunca mais foram vítimas de discriminação em Portugal.

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