Fotorreportagem
Reportagem: Eles limpam locais de mortes
09-08-2012
Reportagem de Marta Gonçalves Miranda e fotos de Alexandre Azevedo e Deathclean
Quando chegam a um local onde ocorreu uma morte, o departamento de bombeiros ou a polícia desempenham um papel fundamental. Mas quando o cenário é caótico e os vestígios estão por toda a parte, não cabe a nenhum deles fazer a limpeza. Regra geral, essa tarefa cabia à família ou a uma empresa sem especialização para o fazer.
Se acha que tem uma profissão difícil, imagine o que seria ser o responsável por essa missão. Pedro Badoni e José Guilherme fazem da morte a sua profissão e, segundo eles, poderia ser bem pior. “Existem muitas pessoas que nos dizem que a nossa profissão deve ser extremamente difícil”, afirma Guilherme à SÁBADO. “Mas nós nunca levamos trabalho para casa.”
Fundadores da ´Deathclean` em 2008, actualmente a empresa é a única em Portugal especializada na limpeza de locais de crime e trauma. Em criança, Guilherme sonhava ser astronauta. “Nunca me passou pela cabeça ter esta profissão”, ri-se. “Mas os sonhos alteram-se, e o nosso sonho agora é ver a empresa que criámos a crescer.”
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