Reportagem
A vida alucinante de Futre
31-01-2012
Por Tânia Pereirinha e fotografia de David Clifford
Passa das 19h. Há luz na janela mais pequena do segundo andar da moradia de uma das ruas do Molino de la Hoz, um dos condomínios fechados mais caros dos arredores de Madrid. Primeiro dormiu a sesta, depois, como explicou num telefonema literalmente mastigado, por volta das 18h, almoçou. Agora, Paulo Futre está a tomar duche. Uns 10 minutos e a luz apaga-se. Acende-se outra ao lado.
Cá fora, à espera que o ex-futebolista se vista, a temperatura vai descendo. Só quando já está pronto, de fato e colete pretos e camisa branca e preta aos quadrados, é que João, primo, motorista, secretário e assistente, abre a porta da casa de três pisos, com piscina, jardim e “barbacoa”, todos com vista para o lago. Paulo Futre, acabado de se perfumar com Hugo Boss, o frasco ainda sobre a mesa do hall de entrada, ao lado de um spray ambientador, odor marinho, vem à porta. Na mão traz o copo de sumo de laranja que bebe todos os dias, para acordar.
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