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O jogo da vuvuzela: sopre o mais que puder

08-06-2010

A única pessoa viva que se reclama inventora da vuvuzela, a corneta sul-africana que se tornou num ícone do Mundial, é Freddie “Saddam” Maake, um conhecido adepto do Kaiser Chiefs FC, de Joanesburgo. Estas cornetas, originalmente feitas em estanho, com cerca de um metro de comprimento, começaram a aparecer nos estádios sul-africanos nos anos 90, mas Freddie “Saddam” situa a sua autoria em 1965, quando adaptou uma buzina de bicicleta, retirando a borracha preta da corneta e acrescentando-lhe um tubo de alumínio comprido. Devido ao perigo que representava, e à crescente popularidade, a vuvuzela passou a ser produzida em plástico, em 2001. Outra versão sobre a sua origem remete para a história africana, quando os cornos de antílopes eram soprados para chamar as populações para as reuniões tribais. A tradição, enraizada no folclore africano, estabelece ainda que os macacos podem morrer devido a um barulho intenso, razão pela qual, no último quarto do tempo de jogo, os adeptos sul-africanos costumam tocar freneticamente as vuvuzelas, por forma a “matar” os adversários.  
 
E a verdade é que a estratégia parece surgir efeito. Jogadores, treinadores e médicos, vêm-se queixando do seu uso. Não só pela distracção que representa como pelas consequências para a saúde. Uma fundação suíça ligada ao fabrico de aparelhos auditivos concluiu que a corneta produz um som de 127 decibéis, mais do que uma máquina de cortar relva (decibéis) ou uma motosserra (100 decibéis) A FIFA chegou mesmo a propor que o instrumento fosse banido dos estádios, mas o seu presidente, Sepp Blatter acabaria por se opor àquilo a que chamou uma tentativa de “europeização da África do Sul”.

Teste uma vuvuzela e sopre o mais tempo que conseguir.

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