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Porque nos viciamos em jogos estúpidos

10-06-2012

Por Tânia Pereirinha

Ponto prévio: não tenho iPhone nem iPad. Utilizo o computador para trabalhar e pouco mais. Se descontar umas partidas de solitário e outras de Buzz! na Play_Station (uma espécie de Trivial Pursuit), posso garantir nunca ter jogado um videojogo, pelo menos durante a vida adulta. Não sei fazer downloads, e tenho conta no Face-_book mas nunca plantei batatas no FarmVille. Aliás, bloqueei todos os alertas de jogos e aplicações.
Tudo isto para dizer que sou a típica pessoa que se garantia “inviciável”, em jogos para telemóvel ou para outra coisa qualquer. Mas isso foi antes de me passarem um iPhone para as mãos – não podia escrever sobre os jogos sem antes os experimentar, claro.

O Angry Birds, o êxito estrondoso que em 2009 fez com que a empresa finlandesa que o desenvolveu passasse do estado de quase falência para os mais de 700 milhões de downloads, não me convenceu. Já o Logos Quiz (o objectivo é adivinhar, em vários níveis de dificuldade, a que marca corresponde cada logótipo) apanhou-me. A ideia era só experimentar. O problema foi ter começado a acertar. E, logo a seguir, a errar. Quando o resultado é positivo e aparece o verde, dá vontade de continuar a responder; quando surge a cruz vermelha... apetece fazer exactamente o mesmo. Neste momento, e apesar de estar a escrever este texto, sinto-me incapaz de tirar o jogo da cabeça. Não posso ter ficado viciada em cinco minutos. Ou será que posso?

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