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Cláudia Jacques

13-04-2011

Por Vera Moura

Ao longo de 63 anos, olhou para o espelho e desenhou-se, centenas de vezes. Quando vivia miseravelmente e quando ficou rico; quando casou e quando teve amantes; quando era novo e quando estava à beira da morte; quando ainda não era ninguém e quando se tornou um artista conceituado. Era a sua maior fonte de inspiração – Rembrandt via o seu reflexo e reproduzia-o. Desenhava o que sentia e o que mais ninguém podia ver. Conhecido como o artista que estudou de forma mais intensa o auto-retrato, contou a própria história através de desenhos.

A SÁBADO desafiou várias personalidades – cantores, actores, políticos e desportistas – a olharem para o espelho e a tentarem reproduzir a imagem que têm de si mesmos. Usaram lápis, computadores e telemóveis. Todos se queixaram da falta de jeito para o desenho: até José Avillez, que, antes de saber que se transformaria num chef galardoado com uma estrela Michelin, estudou artes. “Quem sabe se hoje não seria artista, se tivesse continuado?” 

Cláudia Jacques
Relações Públicas
46 anos

A primeira caricatura que fez de si mesma foi para o livro de fim de curso. A última, foi para a SÁBADO. Apesar de infantil, o auto-retrato é fiel: “Gosto de usar cabelos compridos. Não sou magra, tenho formas. Sou vaidosa. O meu sorriso é bonito”, descreveu antes de partir para a Etiópia, onde está a participar no reality show Perdidos na Tribo.

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