Mundo
O autor do massacre do Wisconsin era nazi
07-08-2012
Wade Michael Page, suspeito do massacre que no domingo matou seis crentes no templo Sikh, no Wisconsin, Estados Unidos, pertenceu ao exército americano. O homem de 41 anos, que foi alvejado pela polícia depois de ter cometido os assassinatos, esteve ao serviço do dos Estados Unidos entre Abril de 1992 e Outubro de 1998. Recebeu várias condecorações por boa conduta até ter sido expulso por comportamento impróprio após ter sido apanhado bêbedo em serviço. Christopher Robillard, antigo soldado, disse à estação de televisão CNN que Page era uma pessoa “muito simpática, inteligente, que adorava os amigos”. E acrescenta: “Não parecia o tipo de pessoa que saísse à rua para magoar e ferir pessoas”.
Apesar de parecer uma pessoa pacífica, sempre simpatizou com grupo defensores da supremacia da raça caucasiana e nunca escondeu as suas ideias nazis aos amigos. “Falava sobre a guerra racial sagrada, como se quisesse que ela surgisse”, explicou Robillard ao mesmo órgão de comunicação social.
Foi vocalista de duas bandas punk ligadas a movimentos nazi. Há dois anos deu uma entrevista ao site Label 56, conhecido pelas suas ligações aos movimentos de defesa da supremacia da raça branca, onde explicou que formou a banda ‘End Apathy’ (Fim da Apatia) para acabar com a apatia humana.
Uma das tatuagens que tinha era uma cruz celta com um catorze inscrito. O número é um dos símbolos da supremacia branca e refere-se a um slogan: “Devemos assegurar a existência das nossos semelhantes e o futuro das nossas crianças”. Tinha tatuado também a data dos atentados do 11 de Setembro, um nó celta nas costas e uma chama na perna.