Sociedade
O cientista nuclear adolescente
15-07-2012
Por Ricardo Dias Felner
Os pais de Taylor Wilson não sabem como surgiu o entusiasmo do filho pela ciência. O pai foi jogador de futebol americano e, actualmente, trabalha como engarrafador numa fábrica da Coca-Cola. A mãe é monitora de ioga. À partida, seriam as primeiras pessoas a não saber lidar com explosões e substâncias radioactivas.
Mas não foi isso que sucedeu. Quando o filho, de 11 anos, fez rebentar a garagem e uma nuvem em forma de cogumelo pôs a vizinhança em pânico, os pais não varreram a parafernália atómica de casa nem obrigaram o miúdo a aprender literatura. Mesmo perante os receios do bairro, em Texarkana, Arkansas, nos EUA, confiaram no rapaz. “Sei o que estou a fazer”, garantiu-lhes o filho. E eles insistiram na pedagogia que até então haviam adoptado: deixar fazer e estimular.
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