Artes
Stieg Larsson: A vida do escritor sueco mais vendido
22-01-2012
Por Nathaniel Roth (Rolling Stone)
Aredacção da revista Expo fica no último andar de um edifício no bairro cinzento de Fridhemsplan, em Estocolmo, na Suécia. Na tarde de 9 de Novembro de 2004, Stieg Larsson, o director, entrou no prédio com um amigo. Estava com pressa, pois tinha de fechar a edição e acabar um livro sobre neonazis. Nesse dia, parecia ainda mais pálido e com mais olheiras do que o normal. Nunca fazia exercício e sobrevivia com uma dieta de pizzas congeladas, refeições fast food e cigarros – fumava cerca de 60 por dia.
“Não estás com bom aspecto”, comentou o amigo. Larsson tinha recebido notícias que iriam mudar-lhe a vida: uma trilogia de romances policiais que escrevera acabara de ser vendida a uma grande editora e, no dia anterior, encontrara-se com um produtor para fazer um filme. A história, a que chamou “série Millennium”, girava em torno de um jornalista de investigação e de uma pirata informática chamada Lisbeth Salander (que usava dúzias de piercings e uma tatuagem de um dragão no ombro).
Larsson carregou no botão para chamar o elevador, que demorava a chegar. Dirigiu-se para as escadas. Quando chegou ao 7.º andar, estava a suar e ofegante. O editor de fotografia da revista correu para ele. Larsson pôs a mão sobre o coração. Não conseguia falar. Depois desmaiou, deixando cair a cabeça sobre a mesa. Quando os paramédicos chegaram, puseram-lhe uma máscara de oxigénio e levaram-no para a ambulância. “Que idade tem?”, perguntou um dos paramédicos. “Tenho 50 anos, que diabos!”, disse através da máscara. Morreria minutos depois.
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