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Livro: Coco Chanel foi agente nazi

14-08-2011

Depois do lado mais escandaloso da estilista ter sido revelado num livro escrito por Lisa Charney, surge mais uma obra que acrescenta informação sobre as sua relações com os nazis, durante a Segunda Guerra Mundial.

Gabrielle Coco Chanel, apesar do aparente requinte e da imagem intocável, teve uma vida escandalosa, apimentada pelo consumo de drogas e até uma certa homofobia – isto apesar de ter casos lésbicos. Revelações publicadas no livro 'Coco Chanel: a Vida Íntima', de Lisa Charney.

Hal Vaughn, jornalista norte-americano, foi mais longe. “Coco Chanel passou a Segunda Guerra Mundial a colaborar com os nazis”, afirma o autor do livro “Dormir com o inimigo: A guerra secreta de Coco Chanel” ('Sleeping With the Enemy: Coco Chanel's Secret War').

Nesta nova obra, o ícone da moda surge descrito como 'ferozmente anti-semita muito antes de se tornar uma questão de necessidade de agradar aos alemães, ela tornou-se rica por conviver com os muito ricos, e compartilhou a sua antipatia por judeus, sindicatos, socialismo, maçons, e o comunismo. "

Hal Vaughn garante ainda que, em 1940, Coco Chanel foi recrutada para a Abwehr (“defesa” em alemão, era o nome do serviço de informação do exército nazi) e tinha um amante, o Barão Hans Gunther von Dincklage, que foi homenageado por Hilter e Goebbels durante a guerra pelas suas contribuições.

O autor escreve ainda que a estilista colaborou e dormiu com o agente alemão, envolveu-se na política externa nazi e compartilhou as opiniões sobre os judeus do seu ex-amante, Duque de Westminster. Foi rotulada, nos registos da Abwehr, de agente F-7124, e o seu nome de código era mesmo 'Westminster', devido ao seu envolvimento com o Duque anti-semita.

O jornalista, que vive em Paris, conta ainda que, tal como ela havia dezenas de artistas franceses que colaboraram com os genocidas, incluindo Maurice Chevalier, Jean Cocteau, Sacha Guitry, Serge Lifar, e Edith Piaf. Funcionários e proprietários de muitas grandes empresas francesas, como a Cartier, também são acusados de terem sido simpatizantes.

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