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Como Hollywood ajudou a CIA na fuga do Irão
25-10-2010
Por Luís Silvestre
Amanhã de 4 de Novembro de 1979 na embaixada dos EUA em Teerão começou de forma agitada: centenas de manifestantes islâmicos estavam à porta a apoiar o novo regime iraniano do Aiatola Khomeini, que meses antes derrubara a monarquia do Xá Reza Pahlavi.
Em pouco tempo a situação descontrolou-se, a embaixada foi invadida pela multidão enfurecida e 52 diplomatas foram feitos reféns. O sequestro durou 444 dias e deu origem a uma das mais graves crises diplomáticas de sempre. Mas seis funcionários americanos conseguiram escapar graças a um mirabolante esquema da CIA com a ajuda de especialistas de efeitos especiais de Hollywood. A história vai agora ser adaptada ao cinema por George Clooney e ainda está em fase de pré-produção.
O protagonista desta aventura foi Tony Mendez, um agente secreto norte-americano. Era ele o chefe do departamento de disfarces da CIA, um sector a que os colegas chamavam na brincadeira Toy Store (a loja de brinquedos), e que até já tinha fabricado um charuto explosivo destinado a Fidel Castro e coleiras de gatos com sistemas de escuta. Uma das suas proezas tinha sido transformar um agente secreto negro e outro asiático em dois personagens brancos para uma missão no Laos.
No dia seguinte à invasão da embaixada, Mendez foi chamado de urgência à sede da CIA. O regime islâmico estava em conflito com os Estados Unidos, que tinham apoiado o Xá, e quase todas as ligações dos agentes americanos no Irão tinham sido cortadas. Mendez trabalhou 90 horas seguidas a tentar delinear uma estratégia para libertar os reféns, que eram exibidos na televisão de olhos vendados em frente a uma multidão enfurecida.
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