Literatura
As frases mais polémicas de Saramago
21-10-2009
O novo livro de José Saramago, Caim, foi lançado esta semana e o escritor voltou a causar polémica. Mais uma vez as críticas à igreja católica e os insultos a Deus marcaram presença.
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“Portugal deveria ser província de Espanha” e integrar um País que se chamaria Ibéria para não ofender “o brio dos portugueses”. Em entrevista ao Diário de Notícias em Julho de 2007.
"O Deus da Bíblia não é de fiar: é vingativo e má pessoa"; “Sobre o livro sagrado, eu costumo dizer: lê a Bíblia e perde a fé!". No lançamento do seu novo livro, Caim.
“Deus é um filho da puta”. No livro Caim.
“Não cumprimento Cavaco Silva”. Em entrevista a José Fialho Gouveia ao semanário Sol, em 2006.
“A democracia é uma realidade que não existe. Quem verdadeiramente manda são instituições que não têm nada de democráticas, como é o caso do Fundo Monetário Internacional, as fábricas de armas, as multinacionais farmacêuticas". Em entrevista ao jornal italiano La Stampa, em 2006.
"A língua é minha, o sotaque é seu". Em resposta a um estudante brasileiro que disse não perceber a sua pronúncia durante uma conferência.
“A estupidez não escolhe entre cegos e não cegos. É uma manifestação de mal humor, assente sobre coisa nenhuma, e pronto, acabou, nada mais”. A propósito da polémica em torno do filme Ensaio Sobre a Cegueira, realizado por Fernando Meirelles e inspirado no seu livro.
“O filho de José e Maria nasceu como todos os filhos dos homens, sujo do sangue de sua mãe, viscoso das suas mucosidades e sofrendo em silêncio. Chorou porque o fizeram chorar, e chorará por esse mesmo e único motivo”. Em Evangelho Segundo Jesus Cristo.
“Não vou sentar-me outra vez no banco da escola primária”. Disse sobre o novo acordo ortográfico.
"Dizem-se representantes de Deus na terra (nunca o viram e não têm a menor prova da sua existência) e passeiam-se pelo mundo suando hipocrisia por todos os poros". Em Caderno de Saramago.