Política
Conspiração ataca Presidente da República
06-02-2010
Controlar a Comunicação Social, usar dinheiro de empresas públicas para financiar os interesses do PS, condicionar e constranger a actuação do Presidente da República de forma a provocar eleições antecipadas em 2011. O Correio da Manhã (CM) divulga hoje que este plano conspirativo foi descoberto por magistrados através da recolha de indícios nas conversas telefónicas entre José Sócrates e Armando Vara.
Armando Vara e José Sócrates revelam grande cumplicidade ao telefone, chegando mesmo Vara a mandar calar o primeiro-ministro. Nas conversas investigadas, era perceptível que os dois sabiam que o PS iria perder a maioria absoluta.
Factores como a vitória do PSD nas eleições europeias, o “Jornal Nacional” de 6ª da TVI, os entraves colocados por Cavaco Silva terão levado a que Sócrates e Vara criassem condições para regressar à maioria absoluta num cenário de crise política que pudesse potenciar a seu favor.
Segundo o CM, as conversas interceptadas, transcritas e validadas pelo juiz de instrução mostram um primeiro-ministro com um “deficiente sentido de Estado”, que insulta várias vezes o Presidente da República e a líder do PSD.
Téofilo Santiago, responsável da PJ de Aveiro, Marques Vidal, do MP de Aveiro, e o juiz de instrução António Costa Gomes não tiveram dúvidas em considerar as conversas que envolviam a intromissão da PT e noutras empresas controladas pelo Estado configuram crime de atentado contra o Estado de Direito Democrático.
José Sócrates, confrontado com o conteúdo das conversas telefónicas, disse não fazer comentários a um "jornalismo de buraco de fechadura, baseado em escutas telefónicas e conversas privadas".