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Investigações SÁBADO

“O que mais me custou foi ver os meus colegas expostos, sem estarem cá para se defenderem”

21-08-2014

A entrevista exclusiva, na íntegra, ao único sobrevivente da tragédia do Meco

Por Rui Hortelão

A SÁBADO chegou mais cedo do que a hora combinada para a entrevista. João Gouveia passeava descontraído o pastor alemão, Kafka, que tantas vezes foi a sua companhia ao longo destes meses. A expressão facial mudou logo que constatou a aproximação. Ainda assim, dirigiu-se ao carro e indicou o melhor local para estacionar. Escolheu a casa da irmã, onde se recolheu após a tragédia que lhe levou seis amigos e quase o matou a ele, para que a entrevista fosse feita. Estas são as suas primeiras palavras públicas sobre o que ocorreu na madrugada de 15 de Dezembro de 2013 e tudo o que aconteceu a seguir, até ao despacho de arquivamento do Ministério Público.

Qual foi a principal motivação daquele encontro?
Aquele fim-de-semana realiza-se uma vez por ano, com o intuito de preparar os novos representantes de curso para os eventos anuais desenvolvidos pelo COPA. Cada evento envolve cerca de 200 a 300 pessoas, o que requer muita organização e atenção por parte dos intervenientes. Estes são eventos que consideramos muito importantes para a integração dos novos alunos, visto permitir que eles participem em diversas actividades em conjunto.
Já tinha participado num fim-de-semana como este?
Sim, como representante de curso. Enquanto Dux não, porque eu era Dux há pouco tempo.
E os Honoris Dux, é costume participarem?
Sim, o convite é estendido a eles, porque sempre mostraram intenção de ajudar e são pessoas com experiência, que já terminaram a sua vida académica. Neste, foram convidados quatro mas nenhum deles pôde comparecer, como pode ser comprovado pelas mensagens que me enviaram a dizer que não iriam estar presentes. Ao longo da semana, foram desmarcando. Ou seja, o fim-de-semana é planeado a contar com eles, daí as listas de compras para mais do que os sete. Mesmo dos representantes, que são nove, houve três que não puderam ir porque estavam em fases complicadas de estudo ou a trabalhar. E, como é óbvio, a nossa vida académica ou laboral tinha prioridade.
E algum dos outros já tinha participado?
A Carina Sanchez “Pocahontas” sim, o ano passado já tinha sido representante de curso e participado.
Onde é que foi realizado esse encontro?
Numa casa em Vila Nova de Mil Fontes.
Serviam para quê, em concreto?
Basicamente, para transmitir experiência. Este fim-de-semana foi planeado muito a meias com ela [Carina Sanchez]. Porque ela tinha o mesmo tempo que eu no COPA. O principal objectivo é, ano lectivo após ano lectivo, pegar naquilo que correu pior e melhorar.

Carregue nas fotos seguintes para continuar a ler a entrevista exclusiva publicada na revista de 7 de Agosto.

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