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As festas de Natal no seu escritório


Os convívios organizados em âmbito profissional foram adquirindo cada vez maior relevância e, principalmente nesta época festiva, é muitíssimo frequente que colegas de trabalho se encontrem para confraternizar, seja por iniciativa pessoal, seja por iniciativa da própria organização.

Assim, como normalmente as pessoas adoram conviver e sair, estão criadas as condições para algumas horas de pura diversão. No entanto, muitos se esquecem dos padrões básicos de comportamento num convívio de índole profissional onde, além de chefes e colegas, poderão estar também clientes e fornecedores que, em princípio, nos acompanharão nos restantes dias do ano.

Antes de mais, é útil clarificar se o convite é pessoal ou extensível a acompanhante ou até mesmo família mais próxima. O tipo de convidados vai igualmente determinar o teor das conversas – se estiverem presentes cônjuges e outros familiares, os temas de trabalho devem ser evitados ou apenas abordados de forma muito ligeira.

Depois, naturalmente que um dos aspectos mais imediatos que sobressai na imagem que cada um transmite é o vestuário. Para uma festa profissional, vista-se menos formalmente do que no dia-a-dia mas evite tudo aquilo que é arriscado: decotes desmesurados, saias muito curtas, roupa demasiadamente justa, transparências excessivas, exagero de acessórios, padrões despropositados, ténis, jeans rasgados, t-shirts com frases ou desenhos estampados de gosto duvidoso.

Outro dos aspectos mais relevantes, no contexto destas festividades, é não beber em excesso. É muito importante permanecer sóbrio num ambiente onde se está rodeado de pessoas que partilham o meio profissional, para evitar correr o risco de dizer o que não se deve e se comportar de forma lamentável. Ninguém se deve sentir mal pelo simples facto de não beber álcool ou de não o beber em excesso.

Dançar faz parte do divertimento, mas não significa cometer excessos. As danças sensuais e o striptease não se incluem nesta alínea… O importante é não fazer nada que leve quem quer que esteja presente a perder o respeito por si, comentando no dia seguinte no escritório cenas menos abonatórias.

Comporte-se exactamente da forma que entende ser a mais acertada e em conformidade com a imagem que quer transmitir (recorde-se que a imagem se constrói diariamente e que tudo comunica!). Se, por outro lado, nada disto o preocupa, deixe-se ir… Mas não se lamente se ficar conotado com este ou aquele comportamento e se, mesmo daqui a um par de anos, continuar a ser “o bobo da corte” sempre que alguém recordar aquele jantar de Natal.

Cristina Marques Fernandes
http://protocolopt.blogspot.com


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