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Vinhos democráticos

José Neiva Correia é um produtor de vinhos relativamente invulgar. Responsável por 30 marcas, será porventura mais conhecido no estrangeiro do que por cá. Há uns anos chegou a ter 40 por cento da quota de vinhos portugueses vendidos em Inglaterra (vinho do Porto à parte). Por outro lado, o seu objectivo é e sempre foi (mesmo antes da crise) produzir vinhos para todos os consumidores, independentemente da capacidade das suas bolsas.
 
E isso não é fácil porque, criar vinhos de nicho (pequenos quantidades com uvas escolhidas como se a adega fosse uma ourivesaria) é coisa simples; fazer vinhos em grande escala e com uma regularidade qualitativa acima da média, isso sim tem que se lhe diga.
 
A colecção Grand´Arte e DFJ (logo que é o nome da empresa) merece ser conhecida porque estamos perante vinhos muito bem feitos e a preços mais que sensatos. Os primeiros custarão 7 euros; os segundos 5.
 
Por estes dias provamos o Pinot Noir & Alfrocheiro. Combinação inusitada, trata-se de um vinho que combina com elegância aromas de fruta com notas de especiarias. A boca voltará a recordar o que se sentiu no nariz, com equilíbrio entre açúcares, estrutura e álcool. Ficará bem com pratos da gastronomia italiana.             

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