Vai um queijo de figo?
A mistura de figo com amêndoas, medronho, erva doce, canela e outras especiarias, tudo prensado, dá aquilo que se conhece como queijo de figo – um doce regional do Algarve. Já teve maior notoriedade, mas, aos poucos, e à semelhança do que acontece a doçaria feita de alfarroba, o produto renasce. Melhor, está a caminho de ser transformado numa iguaria gourmet. É bom para os agricultores, bom para o equilíbrio ambiental, bom para puxar pela imaginação dos industriais e cozinheiros e melhor ainda para quem é exigente com as coisas de boca.
José Pinheiro, cozinheiro do fantástico restaurante Eira do Mel, em Vila do Bispo, acha que pode faz mais do que preparar peixes de forma soberba. Vai daí, decidiu aproveitar os seus recursos humanos em época baixa para fazer queijo de figo. Compra a matéria-prima aos agricultores e transforma-a em finas fatias de queijo de figo de 100 gramas. Para que serve? Para muita coisa. Para comer de per si como se fosse uma tablete de chocolate; para apreciar na companhia de um Porto de 10 ou 20 anos; para fazer parelha com foie gras ou para ser servido ao lado de uma compota de frutos mais ácidos. É uma questão de imaginação. Cada pacote de 100 gramas nas lojas gourmet custa 4,90 euros.