Diana Krall
Ela é rotulada como a nova diva do jazz mundial e uma das poucas intérpretes desta área musical que consegue chegar ao topo dos tops internacionais. Talvez o segredo do sucesso de Diana Krall seja a facilidade (e bom gosto) com que consegue também fazer a ponte com outros estilos musicais, como a Pop ou os Blues.
O êxito que conseguiu nos últimos anos permitiu-lhe alguns luxos criativos, que ela própria confessou recentemente numa entrevista. “Cheguei a uma fase da minha carreira em que me apetece experimentar coisas novas, sem ter de dar explicações a ninguém.” Ora apeteceu-lhe reinterpretar grandes clássicos da música popular brasileira.
O resultado dos apetites criativos da cantora foi o álbum "Quiet Nights" – lançado este ano – uma viagem inspirada pelo universo da bossa nova com Tom Jobim e Burt Bacharach, entre outros, servidos pela sua voz sussurrante. Este será o núcleo dos espectáculos que Diana Krall dará no Campo Pequeno em Lisboa (10 de Outubro) e no Pavilhão Rosa Mota, no Porto (11 de Outubro).
As almas felizes que forem aos seus concertos poderão esperar ser seduzidas pelo “ronronar” insinuante de Krall enquanto ela vai dedilhando as melodias ao piano. Alguns temas foram devidamente adaptados à interpretação da diva. A “girl” de Ipamena foi habilmente transformada em “boy” de Ipanema. Mesmo os mais puristas não terão grande razão de queixa. Aqui fica uma pequena amostra.